quarta-feira, 13 de abril de 2016

Ele era conhecido como “O Menino Que os Pais Não Podiam criar”


Emanuel Messias Silva de Sousa, era apenas um menino de 14 anos, como muito em nossa cidade, em nossa região, pelos menos na idade e nos sonhos. Os adolescentes têm os mesmos sonhos e frustrações. O que se sabe desse jovem, dois dias depois da brutalidade que ceifou sua existência, é que a polícia não encontrou nada que desabonasse a sua curta história de vida que teve um final infeliz.

Ele era conhecido, no bairro do Diogo, região periférica de Pedreiras (MA), como o "Menino Que Os pais Não Podiam Criar". A mãe contou a um repórter de TV que ela é usuária de drogas, não tinha a menor condição de criá-lo e educá-lo e que depois de tantas andanças, o filho acabou acolhido na casa de um senhor, também humilde. Nada se falou do pai de Messias. “Eu não via ele há dois dias, mas não era de se envolver em coisa errada e nunca soube que foi ameaçado”, disse a mãe do adolescente.

O senhor que acolheu Messias em sua casa, contou que ele estudava. “A minha casa fica bem ali, você quer ver o caderno dele”, disse a um repórter. “Era um menino normal, gostava de fazer graça, de brincadeiras, era brincalhão”, completou.

Messias estudou no Colégio Municipal Manuel Trindade, na Rua das Laranjeiras, mesma rua onde ficam localizados o Fórum e a Promotoria de Justiça de Pedreiras (MA).

Confesso que até ontem à tarde, escrevia as matérias sobre esse homicídio de forma rotineira, apesar da selvageria do crime. O cotidiano dos crimes terríveis nos cercam nos últimos dias e, infelizmente, o coração acaba impassível, indiferente... No entanto, quando vi circulando a foto do adolescente (que está nesta  postagem) fui abatido pela tristeza; compreendi que era só um garoto sem oportunidades, que vinha de um lar desfeitos, que vivia em situação de perigo, que tentou estudar, que tentou ser brincalhão para alegrar as pessoas em sua volta, coisas da idade... Ele deveria (tinha direito) ter uma vida normal, um lar tranquilo e uma família protetora, mas, infelizmente, não teve nada disso, acabou abatido e dilacerado como um animal que chega ao açougue.

Messias teve os braços, as pernas, as mãos, a cabeça, o coração e sua honra arrancados do corpos, enquanto isso, nós que estamos revoltados contra os autores; sabe, talvez lá no fundo, também temos uma parcela de culpa nesta barbárie.

Messias é mais uma vítima e foi mutilado para sempre da nossa sociedade.


Era só um garoto brincalhão, conhecido em sua comunidade como “O Menino que os Pais Não Podiam criar”.  Há tantos desses garotos por ai... 
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6 comentários:

  1. Emanuel Messias, esse nome quem sabe será símbolo de uma luta contra a violência, quem sabe será lembrado como mártir de uma luta vencida pela paz. Muito triste. :(

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  2. Não tem como não se emocionar em saber que um garoto tão jovem foi morto desta forma.

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  3. Minha vida desculpas por tudo
    Se eu tivesse trago VC pra ka isso n teria acontecido
    Vou fazer tudo pra estas pessoas paga
    Irei lembra de vc como esta criança
    Linda e feliz
    Maninho te amo eternamente

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  4. Na verdade as crianças e jovens de modo geral em nossa cidade, pedem socorro, através de seus atos. A culpa...Enquanto eu e você estivermos preocupados em quem fazer ao invés de quando dar o primeiro passo, coisas iguais pu piores poderão acontecer.

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  5. Quanta selvageria,tem Que enjaular o mostro que fez isso,
    e jamais deixa-lo sair.

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