quarta-feira, 22 de junho de 2016

Ilson conta tudo sobre o triplo assassinato, em Esperantinópolis


Vídeo - cortesia da TV Rio Flores - Pedreiras, canais 7 e 18. 

Na manhã desta quarta-feira (22), o fazendeiro Francisco Wilson Andrade da Silva, 47 anos, preso desde o último dia 16 ( reveja ), foi entrevistado pela imprensa de Pedreiras na recepção da 14ª Delegacia Regional. Ilson, como ele é mais conhecido, é acusado de participação em um triplo homicídio na zona rural de Esperantinópolis, ocorrido no dia 17 de março deste ano. Na entrevista bombástica, Ilson confessa que repassou a quantia de R$ 10 mil reais para Erismar pagar o pistoleiro que executou as três pessoas ( reveja ). Ele justifica que vivia ameaçado e o alvo era apenas o Thor e que entrou em depressão, quando soube das outras duas vítimas, uma mulher e uma criança. “Nunca fui chamado em delegacia, não tenho passagem, dei os 10 mil reais, porque o Erismar me chamou quatro vezes e ele me disse que se eu não desse, eu que seria assassinado. O Erismar confirma a história, pergunte pra ele, ele já falou pro delegado”, disse. Veja a entrevista completa no vídeo acima ou leia nesta postagem. Ilson solicitou as equipes de TV para não divulgar imagem de seu rosto nos vídeos, explicou que teme os amigos de Thor.

Repórter - O senhor é suspeito de ter participação nesse triplo homicídio em Esperantinópolis, o senhor tem mesmo alguma coisa a ver com isso ou não?

Ilson - Rapaz, o que eu tenho é assim: o rapaz me roubou duas vezes lá, umas Bros duas vezes e estavam lá querendo me matar. O negócio deles lá era me matar e ai eu tive uma participação, porque eu ajudei o rapaz lá; o rapaz me chamou e eu ajudei.

Repórter -  Qual o envolvimento do Thor, a vitima nesse roubo das motocicletas?

Ilson – Lá, ele que mandava, ele que mandava roubar, mandava matar, fazia tudo lá, ele era o terror!

Repórter -  Você estava se sentindo ameaçado?

Ilson - Ameaçado de morte e se não acontecesse, quem tinha morrido era eu há poucos dias.
Continua...

Repórter -  O senhor não tinha outra saída a não ser mandar fazer isso?

Ilson - Não tinha outra saída, agora eu não fui o mentor do caso; mas ou menos eu participei, porque assim o rapaz me chamou e eu não conhecia ninguém; ele contratou os pistoleiros e eu ajudei.

Repórter -  O alvo era o Thor, porque mataram as outras duas pessoas?

Ilson - Agora ai, eu não sei, o cara desse só sendo psicopata, porque fazer uma coisa daquela não era pra ele fazer isso ai com uma mulher e uma criança.

Repórter -  O crime gerou muita repercussão, realmente por conta disso, porque o alvo era o Thor, mas mataram uma mulher e além de matar a mulher mataram uma criança também.

Ilson - Isso ai era pra esses cara ter deixado ir embora; ter deixado pra outro dia que uma coisa dessas eles não tinham nada a ver, nem a mulher e nem a criança, o objetivo era ele.

Repórter -  Mas no seu caso,  qual foi realmente a sua participação? Você que contratou a pessoa? Você que pagou? Como é que foi?

Ilson – Não, quem contratou foi o rapaz que tá aqui mais eu; ele que contratou, o Erismar que contratou, me chamou quatro vezes; três vezes ele me chamou  e eu não aceitei, nas quatro ele disse: Wilson se tu não colaborar, tu vai morrer, porque tu sabe como é aqui, porque os cabras, quando eles botam e eles agora vão botar pra te matar! Que eu saia com um pouco de dinheiro, porque eu mecho comprando e vendendo gado e ai, eles estavam me perseguindo. Já tava com duas vezes; a primeira vez eles me deram uns quatro tiros, né, eu me escondi no mato e eles queriam me matar; ai foi uns 70 homens me caçar lá no meu povoado. Ai quando foi com uns 5 meses, eu vinha vindo com 16 mil e deixei 8 mil na casa de um amigo meu e eu vim com 8 mil, porque o banco lá me pagou, mas só dinheiro muito pequeno e o bolo vinha meio grande e eles lá estavam no caminho, me esperando, só que o dinheiro eles não levaram, levaram só uns trocos que tinha na bolsa.

Repórter -  Quanto foi a encomenda desse crime?

Ilson – Rapaz, a minha participação foi 10 mil que eu dei pro Erismar pra ele passar pro cara lá; ele me falou que era na quantia de 20 mil e eu passei 10 mil pra ele.

Repórter -  Os pistoleiros são de lá mesmo?

Ilson - Não! Eu não conheço

Repórter -  O senhor não tem contato com eles?

Ilson - Eu não conheço nenhum, fiquei com a parte do dinheiro, só entrei com a parte do dinheiro, só com os 10 mil e isso ai eu lhe digo e afirmo, pode prender um ou dois ou três e o Erismar tá bem ali pode trazer ele que ele prova; ele fez foi dizer pro delegado: “olha o rapaz aqui só participou, porque eu chamei ele 4 vezes, nas 4 vezes ele aceitou dar os 10 mil, porque ou ele dava ou ele morria.

Repórter -  O que o senhor espera disso tudo?

Ilson - Rapaz eu não sei, é um negocio serio; eu tô chocado demais, porque eu nunca passei por isso, 47 anos! Nunca passei por um momento desse, achei uma coisa muito...

Repórter -  Quando aconteceu esse crime, o senhor conversou depois com o Erismar a respeito de terem também matado uma criança?

Ilson - Rapaz demais; eu entrei foi quase em depressão em casa, tá entendendo, rapaz um negócio desses dai é mal feito demais; não mais já tá feito tem que pagar os homens.

Repórter -  Qual o seu nome completo?

Ilson - Francisco Wilson Andrade da Silva.

Repórter -  Senhor nunca tinha tido problema com justiça, com policia, nada?

Ilson - Com ninguém, nunca no mundo você pode caçar, eu nunca fui nem chamado em delegacia pra depor, nada! O meu negócio, quando eu passava em delegacia era pra tirar um atestado de antecedente, quando eu saia de Esperantinópolis pra mim ir a São Paulo, trabalhar.

Repórter -  Tudo isso então, era porque o senhor estava com medo de morrer e não tinha outra saída? E no caso, uma pessoa seria o alvo e as coisas não saíram como vocês planejaram?

Ilson - Não saiu! Esses caras que ele contratou, um doido, um cara que faz uma coisa dessas com uma pessoa que não tem nada a ver não era pra ele ter feito, era pra ele ter deixado ir embora e no outro dia ele podia fazer outra vez, porque lá era assim ou ele fazia com nós ou nós tinha que fazer com ele; porque meu, eles levaram duas Bros e dos meninos levaram 60 mil e ameaçava, porque ele é um comerciante muito grande lá dentro de Esperantinópolis.

Repórter -  O senhor sabe informar se a vitima o Thor já tinha matado alguém?

Ilson - Que eu saiba ele matou um velho lá, com mais de 200 gados. Botou a família toda pra ir embora, todinha e matar gente bastava o cara falar pra ele, que ele mandava matar.

Repórter - O Thor era uma pessoa perigosa?

Ilson - A delegada sabe, ele era um homem perigoso, pro senhor ver o tanto que ele é perigoso e os caras não denunciam, ele que um dia ele pegou uma burra dele lá dentro de uma quinta do sogro dele, porque ele não tem terra, não tem nada, só uma casinha mesmo e vivia só de fazer mal aos outros, nem arrumar nada, num arruma porque a pessoa que vive numa arrumação dessas parece que o dinheiro não é bem vindo sabe! Ele ‘amontou’ na burra e a burra derrubou ele, ele amarou num poste e meteu 6 tiros, pá pá pá na  burra, ninguém diz nada, quem é que é doido pra falar?! Lá ele pegava um carneiro, pegava um bode, pegava o que fosse da fazenda da gente e comia e você não podia dizer nada; a casa dele cheia de bicho ruim e quem é que ia falar? Tá todo mundo, estava era indo embora do interior, lá. Eu mesmo estava no plano de sair de lá.

Repórter -  E agora, que é que o senhor pretende fazer? Toda essa situação? Como é que fica a questão de família? Como é que o senhor vai tentar provar que a ordem era somente pro Thor? E como é que vai ficar a sua situação aqui?

Ilson - Rapaz, provar que eu tenho certeza, o delegado sabe e eles têm que pegar, caçar meio de pegar esse rapaz que fez esse serviço. E tem o rapaz bem ali, que tá preso mais eu. Ele é homem pra provar aqui, que eu não tenho participação, só de dar o dinheiro, de dar os 10 mil isso, ai eu tenho certeza e Deus do céu que sabe.

Repórter -  Agora, quem executou o senhor não sabe, nem conhece, nem tem notícia, nem nada?

Ilson - Não conheço, nem sei noticia de onde esse rapaz mora, agora o rapaz lá sabe, assim: não sabe, onde ele tá mais de conhecer, ele conhece; agora eu não conheço.

Mais informações, clique nos links abaixo.

Preso mais um suspeito do triplo homicídio em Esperantinópolis



5 comentários:

  1. Parabéns a polícia civil pelo trabalho

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  2. Parabéns ao ilson p ter mandado tirar aquele bandido de circulação.

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    1. Tu deve ser outro bandido, pra ter esse pensamento, Polícia Civil vai investigar quem for preciso pra encaixar as peças desse quebra cabeça.

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  3. Esses dois tem por obrigação de dizer a Polícia quem fez o serviço. Outra, tem que pagar pela chacina, se não pagar, outras chacinas acontecerão em nossa região, matar uma senhora e uma criança que tinha uma vida pela frente, tinha acabado de sair do hospital, com esperança renovada, é inadmissível que esses facínoras da pior espécie fiquem impunes. Parabéns Polícia Civil!!!!!

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