quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Bancada maranhense se reúne em prol da Vaquejada



Deputados federais maranhenses se reuniram na tarde de terça-feira (25), para receber grupos que visitam Brasília e participam da mobilização nacional em prol da legalização da Vaquejada. Os participantes protestam contra a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que tornou inconstitucional a prática do esporte no país. De acordo com a Polícia Militar de Brasília, 3 mil pessoas, com 410 caminhões, 1,2 mil cavalos, 53 ônibus e 114 carros integraram o ato.

O coordenador da bancada, deputado federal Juscelino Filho (DEM-MA), que coleciona troféus como competidor de Vaquejada, falou sobre a manifestação e a modernização do esporte: “Minha história com a Vaquejada começou quando eu tinha uns 10 anos. Corri e sou apaixonado. Me emocionei com a manifestação hoje aqui em Brasília, com os vaqueiros e as centenas de pessoas cantando os hinos e clamando por nossa ajuda, pois dependem dela. A prática vem se modernizando e a tese de maus tratos não convence, pois há proteção para que os animais não se machuquem. Gostaria que as pessoas que são contra assistissem a uma corrida, conhecessem a prática de verdade para terem sua opinião”, defendeu.


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Os parlamentares, todos a favor da causa, se pronunciaram. Entre eles, o deputado Alberto Filho (PMDB-MA), que defendeu fortemente sua legalização. Já o deputado Rubens Pereira Júnior (PCdoB-MA) é a favor de uma legislação onde a Vaquejada seja considerada patrimônio histórico, lazer e esporte. Junior Marreca (PEN-MA) não concorda que a Vaquejada seja comparada com o tratamento dado a animais domésticos e sente falta do apelo social da prática, como acontece, por exemplo, com o Rodeio de Barretos, que é uma das bases financeiras do Hospital de Câncer do município, em São Paulo. O deputado José Reinaldo (PSB-MA), que foi um grande apoiador da causa enquanto governador do Maranhão (2002-2006), também acha que a legislação é necessária e tem que ser priorizada pela Câmara. Na opinião de Weverton Rocha (PDT-MA), o assunto não é um problema para o Brasil, já que é um esporte que traz rendas, alegrias e une pessoas. Ele defende que os parlamentares unam suas forças pela causa. O deputado Aluísio Mendes (PTN-MA) define a Vaquejada como um fomento para o Maranhão, como um estímulo, ação ou efeito que só incita o desenvolvimento das regiões que a praticam. Para Victor Mendes (PSD-MA), a tradição, que é pura beleza, tem que ser defendida e o dia 25/10, será lembrado para sempre pela causa. Já o deputado João Marcelo Souza (PMDB-MA), vice coordenador da bancada, resumiu como positiva a ação do STF, para chamar a atenção e assim a Vaquejada ser finalmente regularizada.

O deputado estadual Vinicius Louro (PR), lembrou que não são só os vaqueiros os beneficiados com a Vaquejada, citando a rede hoteleira, os postos de gasolina, os restaurantes e tantos outros estabelecimentos, o que gera empregos indiretos. Vinícius é autor, na Assembleia Legislativa do Maranhão, do Projeto de Lei 255/15 que regulamenta a Vaquejada como prática desportiva e cultural do estado, instituindo medida de proteção e combate aos maus tratos dos animais durante o evento. A proposição ainda tramita na Casa.

Também participaram da reunião, o secretário de meio ambiente de Pinheiro (MA), Hugo Cordeiro e representantes da Abvaq (Associação Brasileira de Vaquejada); da AVMA (Associação dos Vaqueiros do Maranhão); do Parque de Vaquejada Santa Lurdes, de Imperatriz; Grupo Maratá, de Santa Inês; Parque de Vaquejada Gauchinho, de Grajaú, do Haras Quarto de Milha, Haras Jardim e Parque Centauro, todos de São Luís.


Assessoria.

5 comentários:

  1. tinha que se reuni era pra asfaltar a cidade

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  2. Deveriam se reunir era para lutar por saúde, educação, saneamento básico e contra a corrupção.

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  3. O bom seria era eles no lugar dos animais... isso ñ é cultura é crueldade.

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  4. Queria ver se alguém puxassem eles pelas calça e derrubasse eles na areia (chão) se eles ia acha bom.

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  5. Políticos usam a vaquejada para se promoverem, isso é o motivo da defesa em prol

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