quinta-feira, 2 de março de 2017
Ao anunciar que governo do Estado receberá até meados de 2018 R$ 7 bilhões em investimentos, o secretário estadual da Indústria e Comércio, Simplício Araújo, afirmou que a vinda dos novos investimentos privados foi estimulada pela mudança na política de incentivos fiscais do Estado, que passaram a ser concedidos a cadeias produtivas e não a empresas discriminadas. Desse total, R$ 6 bilhões virão de projetos privados e R$ 1 bilhão de recursos públicos, do BNDES e Governo estadual.

O secretário disse que está trabalhando e divulgando números reais e que irão ser aportados nos próximos anos. Segundo ele, o governo Flávio Dino abriu novas perspectivas de investimentos ao trabalhar os pequenos e médios negócios no Maranhão, que, conforme completou, são maioria na atividade econômica do estado. “Os investimentos internacionais estão na órbita do Maranhão, mas estamos tratando dos mesmos com responsabilidade e cautela”.

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Simplício afirmou ainda que os investimentos poderiam ser ainda mais elevados, se não fosse o impacto da crise econômica. O secretário também aposta na verticalização da cadeia de grãos que deverá finalmente iniciar no Maranhão.

Jornal Pequeno – O governo do Estado anunciou que deve receber investimentos na ordem de R$ 7 bilhões, não há uma superestimativa?

Simplício Araújo – O valor poderia ser ainda mais elevado se não fosse o impacto da crise econômica. Se não tivéssemos a crise nacional, o Maranhão, em virtude da grande demanda interna existente, uma vez que importamos cerca de 85% do que consumimos de estados vizinhos, pela localização, pelos modais de transporte e pelo Porto de Itaqui, teria mais novos negócios. Receberemos até o final de 2018 investimentos de R$ 7 bilhões. Esse número tende a aumentar, pois na Secretaria de Indústria, Comércio e Energia temos outros projetos em andamento.

JP – Virão de onde esse aporte de R$ 7 bilhões para investimentos?

Simplício – Serão R$ 6 bilhões de projetos privados nas cadeias produtivas e R$ 1 bilhão de recursos públicos, do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social e do Governo do Estado. No ano passado, os investimentos com recursos públicos somaram R$ 1,3 bilhão, volume considerável para um Estado com receita corrente líquida de cerca de R$ 10 bilhões.

JP – Nesse montante de R$ 1,3 bilhão já havia recursos do BNDES?

Simplício – Foram R$ 730 milhões de recursos estaduais e mais R$ 570 milhões em operações de crédito para os programas de construção de escolas, hospitais regionais e penitenciárias, de rodovias e asfaltamento urbano. Se não fosse a crise, o programa teria avançado mais.

JP – O governo Flávio Dino mudou a política ou o Maranhão já trilhava numa rota favorável a obter esses investimentos?

Simplício – Mudamos a política de incentivos fiscais do Estado, que passaram a ser concedidos a cadeias produtivas e não mais a empresas discriminadas. Os novos investimentos privados foram estimulados por essa política. Na cadeia de proteína vegetal e animal, por exemplo, devem ser concluídos neste ano investimentos de R$ 200 milhões da Algar Agro, na ampliação da capacidade de processamento da unidade de soja em Porto Franco; e da Notaro Alimentos, de R$ 172 milhões em um complexo avícola em Balsas.

JP – Na reforma que o governador anunciou recentemente, a sua secretaria incorporou a Minas e Energia, qual é a sua expectativa para o setor?

Simplício – Na área de energia deverá entrar em operação, em meados do segundo semestre deste ano, o complexo Delta 3, da Omega Energia, na região nordeste do Estado. O primeiro projeto de geração eólica do Maranhão, com oito parques, 96 aerogeradores e capacidade instalada de 220,8 MW. Os investimentos da empresa no Estado podem atingir até R$ 1,5 bilhão em 2017. Vamos dialogar com os empreendimentos na área de mineração buscando regulamentação e organização do setor.

JP – No mês passado, antes de incorporação da Minas e Energia, o senhor já havia anunciado um empreendimento na área de combustível?

Simplício – Teremos investimentos de R$ 200 milhões da Raízen e de R$ 100 milhões da Temape – Petrovia, em bases de distribuição de combustível no polo industrial de São Luís, em área próxima ao Porto de Itaqui. O projeto deverá ser concluído em dois anos e vai dobrar o volume de combustíveis que a empresa movimenta na região compreendida por Maranhão, leste e sul do Pará, Tocantins e Piauí, hoje de 1,2 bilhão de litros. Outros empreendedores estão esta semana no Maranhão, visitaram nosso porto e reuniram conosco. Devemos fazer mais anúncios neste segmento nos próximos meses. Estes projetos devem se instalar em áreas públicas, que estavam em posse de terceiros, impedindo os investimentos. Com esses projetos poderemos ampliar as redes de postos próprios de combustíveis no Maranhão e estados próximos, gerar empregos e arrecadar mais impostos para continuar investindo na reversão dos índices de qualidade de vida herdados da gestão anterior.

Do Blog do Sandro Vagner.

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