quarta-feira, 7 de junho de 2017

Antônio José Soares da Silva foi condenado a 19 de prisão em regime fechado, mas o resultado do julgamento popular foi apertado.
Réu e seus advogados de defesa 
O Tribunal do Júri Popular, reunido nesta terça-feira, 6, na Salão do Júri do Fórum da Comarca de Pedreiras (MA), condenou o réu Antônio José Soares da Silva, de 58 anos, autor de homicídio contra Aidinê Ferreira da Conceição, de 31 anos, morta a golpes de faca, no dia 5 de junho de 2016, no interior da casa, onde morava no Conjunto Porto Seguro, próximo ao Clube Chacal, bairro do Engenho, em  Pedreiras (MA).

Antônio José, como é conhecido o autor do crime, era companheiro da vítima e assassinou a companheira com 11 perfurações, depois de uma discussão entre o casal na madrugada. Após o crime o mesmo tentou se matar com uma faca de serra, mas acabou se entregando a polícia no mesmo dia e, desde então, cumpre pena no presidio de Pedreiras.
Julgamento do Júri Popular presidido pela Dra. Larissa Tupinambá
No julgamento, o advogado do réu, Dr. José Walterbi Nunes Silva, assessorado pelo advogado Alisson Araújo, alegou a tese de legítima defesa e, por muito pouco, o acusado não deixou o Fórum de Justiça pela porta da frente, completamente inocentado. 

Por um placar apertado, 4 a 3, os jurados condenaram Antônio José a 19 anos de prisão em regime inicialmente fechado. O júri foi presidido pela juíza Larissa Tupinambá; o Ministério Público foi representado pelo promotor de Justiça de Esperantinópolis Dr. Xilon de Souza Júnior.

Em entrevista ao blogueiro Sandro Wagner, a juíza Larissa Tupinambá mostrou satisfação com o resultado do julgamento.

“Eu fiquei muito feliz com o resultado do júri, porque em alguns júris, a gente fica insegura, no tocante a decisão do jurado; mas neste júri a votação foi coerente e adequada. Percebe-se que o homicídio foi qualificado, praticado em circunstâncias cruéis e teve uma resposta eficiente da sociedade. O réu está preso desde o cometimento do crime, no dia 5 de junho de 2016, portanto há 1 anos; como ele pegou uma pena de 19 anos, no regime de reclusão inicialmente fechado, ele não faz jus à nenhum benefício e fica então no presídio”, explicou.

Dr. José Walterbi, advogado de defesa, afirmou que acredita na tese de legítima defesa, considerou que a pena aplicada foi extrapolada e que vai recorrer também por conta do resultado do júri ter sido apertado.

“A votação foi 4 a 3, eu vi que o resultado poderia ser outro, porque eu continuo afirmando a tese de legítima defesa. Eu já estou preparando recursos, já tenho a tese, considerei a condenação injusta, porque a pena foi muito alta, bem além da pena base de 12 anos e foi fixado em 19 anos. O júri de 4 a 3 demonstra que a sociedade em peso não condenou, não houve unanimidade no júri; por conta disso, vou fazer o recurso”, pontuou.

Entenda o caso, em continua...


No final da manhã de domingo, do dia 5 de junho de 2016, Aidenê Ferreira da Conceição, 31 anos,  foi assassinada com golpes de faca desferidos pelo seu companheiro, Antônio José Soares da Silva. O feminicídio aconteceu no Conjunto Porto Seguro, Bairro do Engenho, em Pedreiras (MA). 
José Soares, foto do no dia do crime

Aidinê. a vítima, tinha ganhado uma moto
Pop no dia das mães realizado em Trizidela do Vale

A vítima foi morta dentro de casa; o casal chegou em casa na madrugada depois de uma festa; Aidenê disse ao companheiro que iria dormir na casa de sua mãe. Ele não aceitou, afirmou que ela teria que dormir na casa dele e por conta disso, iniciou uma forte discursã; logo em seguida, Antônio José deferiu os golpes de faca. O acusado alegou que a vítima tentou contra a vida dele armada com uma faca tipo peixeira.

A população chamou a polícia, a casa foi cercada pela PM do 19º Batalhão de Pedreiras e a Polícia Civil; cercado, o agressor tentou contra sua própria vida, no entanto, acabou se entregando. Com vários ferimentos pelo corpo, produzidos contra si mesmo, Antônio foi inicialmente encaminhado para o hospital para receber os primeiros socorros, depois de liberado para ser apresentado na DP de Pedreiras, onde se encontra preso a disposição da justiça.


O corpo de Aidenê com marcas de 11 perfurações no tórax e no peito foi levado para o necrotério do Hospital Geral de Pedreiras. O caso foi registrado como feminicídio e violência doméstica e familiar.

13 comentários:

  1. Ainda tem gente q vota a favor desse demônio,mas entendo é por q são pior q ele.Ele era pra ter pegado era pena máxima 30 anos é o q esse capeta merece ....

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  2. Se nesse Brasil existisse justiça esse miserável merecia ser morto cortado em pedaços ainda vivo pra ele sente a dor
    Pq nem toda pena do mundo é suficiente pra ele pagar pelo oque ele fez... Pela dor que ele deixou em duas crianças e na família dela.. um covarde desse merece é apodrecer na cadeia

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  3. É preciso uma seleção mais apurada para escolher jurados.
    O que levou esses três ipocritas a votar não pela condenação desse assassino

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  4. A morte está banalizada que eu não me surpreenderia se ele fosse inocentado.

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  5. A mulher teve 11 perfurações, ainda alegou legítima defesa, me poupe.

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  6. Rapaz ele merecia era morre lá essa pena foi pouca quem se acabou foi ela deixa dois filhos. Ainda tem gente q defende um monstro desse. Palhaçada

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  7. Ainda tem gente que tem pena desse mostro deus que mim perdoe ele merecia era morre aos poucos

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  8. Esses que defende troca de lugar com ele....merecia era morrer e ir sentar no colo do capeta .

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  9. Se eu tivesse la sendo jurado seria 3x4,e o homem tava solto

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  10. http://g1.globo.com/ro/vilhena-e-cone-sul/noticia/jovem-que-matou-ex-no-ato-sexual-tem-pena-reduzida-de-13-para-8-anos-em-ro.ghtml isso é muito pior.

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