terça-feira, 22 de maio de 2018

Caminhoneiros voltam a protestar em rodovias contra alta do diesel

Esta manhã tem atos em pelo menos nove estados
 Protesto de caminhoneiros em Jacareí (Foto: Lucas Cardoso/TV Vanguarda)
Caminhoneiros voltaram a protestar em rodovias federais e estaduais nesta terça-feira (22). Na segunda, foram registrados atos em ao menos 20 estados e no DF.

A categoria quer a redução do valor do óleo diesel, que tem tido altas consecutivas nas refinarias. Nesta terça, o preço sobe 0,97% nas refinarias. A escalada dos preços acontece em meio à disparada dos valores internacionais do petróleo.

As revisões podem ou não refletir para o consumidor final – isso depende dos postos. Segundo a Agência Nacional do Petróleo, do Gás Natural e dos Biocombustíveis (ANP), o preço médio do diesel nas bombas já acumula alta de 8% no ano. O valor está acima da inflação acumulada no ano, de 0,92%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
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Nesta manhã, foram registrados atos em pelo menos nove estados: Bahia, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraíba, Santa Catarina, São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.

Veja a situação em cada estado:
Bahia
Caminhoneiros voltaram a fechar a BA-535, conhecida como Via Parafuso. A via chegou a ser bloqueada totalmente, mas depois foi liberada uma faixa de cada sentido.

Também há ato no acostamento da BR-101, próximo a Alagoinhas, mas até por volta das 6h o trânsito não havia sido bloqueado.

Goiás
Protesto segue bloqueando distribuidoras de combustíveis e trechos de rodovias em Goiás; veja os pontos:

BR-050 – três pontos no trecho de Catalão
BR-060 – um ponto em Rio Verde
BR-153 - dois pontos em Aparecida de Goiânia e um Itumbiara
BR-158 – trecho no município de Caiapônia
BR-364 - um ponto em Jataí
BR-414 - um ponto em Niquelândia
BR-452 - um ponto em Bom Jesus de Goiás

Mato Grosso
Seis pontos de protesto são registrados nas rodovias federais que cortam Mato Grosso:

BR-163 em Rondonópolis (km 119)
BR-364 - km 398, no Distrito Industrial de Cuiabá
BR-070, no km 504, em Cuiabá
BR-163 no km 593, em Nova Mutum, km 822, em Sinop e km 854, em Sinop
Também há manifestação na MT-358 em Tangará da Serra, a 242 km de Cuiabá. Segundo a concessionária Rota do Oeste, em todos os pontos está liberada a passagem de veículos de passeio, ambulâncias e veículos de carga viva e perecíveis.
 Protesto de caminhoneiros na BR-163 em Rondonópolis, nesta terça-feira (22) (Foto: Maycon Araújo/TV Centro América)
Minas Gerais
De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF) há manifestantes em 20 trechos das estradas federais que cortam o estado.

Uma delas é na Rodovia Fernão Dias, em Igarapé, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Os manifestantes ocupam uma faixa no sentido Belo Horizonte e outra na direção de São Paulo.

De acordo com a PRF, não há congestionamento em nenhuma das rodovias, porque o tráfego flui nas faixas liberadas.

Paraíba
O trecho da Alça Sudoeste, na BR-230, em Campina Grande, está interditado desde as 7h. Caminhoneiros colocaram pneus na pista, mas estão liberando a passagem para carros de passeio.

Também há pontos de interdição na BR-104, na saída para o Sertão paraibano e na BR-110, no município de Monteiro.
 Protesto também acontece na cidade de Monteiro (Foto: Edivaldo José/Arquivo Pessoal)
Rio de Janeiro
Motoristas fazem manifestação em três estradas de acesso ao Rio. Na Rodovia Presidente Dutra, é interditada uma faixa no sentido Rio e o acostamento, na altura do quilômetro 276, Barra Mansa. O trânsito está fluindo pela faixa da direita e o congestionamento atinge dois quilômetros.

Na rodovia BR 101, caminhoneiros interditam o acostamento nos trechos de Manilha e Campos.

Na Rodovia Washington Luiz, o ato é realizado em três pontos: no km 810, no acostamento, e nos km 808 e 780 nos dois sentidos da rodovia BR-040. Os motoristas permitem a passagem de outros veículos.
 Caminhoneiros fazem protesto em rodovias do Rio de Janeiro (Foto: Reprodução / TV Globo)
Rio Grande do Sul

Caminhoneiros retomaram os protestos às margens da ERS-239, em Araricá, no Vale do Sinos. No entanto, não eram registrados bloqueios até às 6h30. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), também são realizados atos nos seguintes pontos, sem bloqueios:

BR-116: Camaquã, Vacaria (kms 34, 40 e 43)
BR-101: Três Cachoeiras (BR-290), Uruguaiana (km 719)
BR-285: Ijuí (km 461)
 Manifestação ocorrida em Araricá, no Vale do Sinos, na madrugada desta terça-feira (22) (Foto: Reprodução/RBS TV)
Santa Catarina

Os atos ocorrem na Serra Catarinense, Oeste, Litoral, Vale de Itajaí, Grande Florianópolis, Norte e Sul (veja todos os pontos abaixo). Até as 8h, não haviam sido registrados bloqueios totais no trânsito, mas a Polícia Rodoviária Federal (PRF) considerava os locais como pontos de atenção para os motoristas.

Mafra - km 7 da BR-116 - caminhões estão estacionados no acostamento. Cerca de três quilômetros em cada sentido
Papanduva - km 54 da BR-116
Santa Cecília - km 138 da BR-116
Lages - km 245 da BR-116 - caminhões estacionados em pátio de posto de combustível
Navegantes - km 9 da BR-470
Curitibanos - km 249 da BR-470
Imbituba - km 282 da BR-101
Tubarão - km 342 da BR-101
Jaguaruna - km 354 da BR-101
Araranguá - km 421 da BR-101
Itajaí - km 116 da BR-101
São José do Cerrito - km 263 da BR-282
Campos Novos - km 344 da BR-282
Joaçaba - km 395 da BR-282
Ponte Serrada - km 463 da BR-282
Araquari - km 21 da BR-280
Rio Negrinho - km 122 da BR-280

São Paulo

Vale do Paraíba: pelo 2º dia consecutivo, caminhoneiros protestam contra o aumento do diesel na Dutra em Jacareí, Pindamonhangaba e Lorena. Em Jacareí havia lentidão de ao menos 1 quilômetro, por volta das 7h desta terça, na região do Parque Meia Lua. Carretas e caminhões estão estacionados no acostamento da rodovia.
Caminhoneiros fazem protesto no acesso ao Porto de Santos, SP. (Foto: Solange Freitas/G1)
Litoral: a categoria se concentra no viaduto da Alemoa, um dos acessos ao Porto de Santos. O protesto não causa interdições ou congestionamentos nas rodovias da região.
Do G1

Um comentário:

  1. Esses políticos corruptos do c@#&$#$@ so rodam com combustível pago pelo governo, nao sabem o preço que paga para abastecer e ficam com esses aumento abusivos. Mais a culpa não são deles, são da população que elegem esses corruptos e depois passam quatro anos chorando e reclamando. Aí fica nesse ciclo, 4 anos chorando e quando chega a hora de mudar e votar em outro, acaba voltando no mesmo é o ciclo continua para o resto da vida assim

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