domingo, 17 de junho de 2018

Em entrevista a Maranhão Hoje, Jair Bolsonaro diz que o Brasil não vai conseguir se desenvolver enquanto não controlar a violência

Por Aquiles Emir

Na última quinta-feira (14), o deputado Jair Bolsonaro (PSL) esteve em São Luís, onde repetiu as cenas verificadas em outras cidades que tem visitado nesta pré-campanha a presidente da República. No Aeroporto Marechal Hugo da Cunha Machado, um multidão aos gritos de “eu vim de graça” o aguardava e o recebeu como se fosse um ídolo do meio artístico; no Centro de Convenções Pedro Neiva de Santana, outros milhares de pessoas se concentraram para ouvir sua pregação; e à noite, numa casa de buffet, falou aos empresários locais.

Nas palavras ditas nas três ocasiões, Bolsonaro bateu na mesma tecla de que é preciso controlar a violência para que o Brasil possa se desenvolver, e promete fazer isto com muita inteligência e energia, mas engana-se quem pensa que este é seu único discurso. Aos empresário falou como pretende impulsionar a economia, seguindo as regras básicas do capitalismo de menos interferência do Estado no setor produtivo.
Antes da palestra ao empresário, o presidenciável concedeu entrevista a Maranhão Hoje, na qual aprofundou suas ideias sobre como governar o Brasil:

O que o senhor tem a oferecer ao Maranhão?

– Algo diferente de tudo o que já foi feito até agora. Sou um pré-candidato completamente diferente nos últimos trinta anos aqui no Brasil e, obviamente, com pé no chão, tenho esperança que dá para comandar o Brasil e trago esta mensagem à classe empresarial, que é a que produz, por isto merece respeito por parte do Estado, pois nós somos empregados deles e devemos interferir o mínimo possível em suas atividades. O que eu tenho falado para o empresariado tem dada efeito, até porque estou bem assessorado por economistas. Eu não sou economista, aliás, foram os economistas que botaram o Brasil no buraco em que ele se encontra, então acho que eles mesmo devem tirar o país da situação em que se encontra.

O que o senhor se propõe fazer para tirar o Nordeste da situação de atraso em que historicamente se encontra?

– Eu me proponho a trabalhar quatro anos pelo povo nordestino. Minha preocupação não é apenas ganhar, mas como governar. O Nordeste, muita gente abandona porque pensa que isto aqui é curral eleitoral de alguém, mas as pessoas daqui são iguais às do restante do Brasil, e o aproveitamento do seu potencial pode desenvolver todos os estados.

E quais são suas principais propostas para a área econômica?

– Primeiro, não interferir na atividade que produz, ou seja, é preciso desregulamentar, desburocratizar, abrir comércio para o mundo todo… Há cerca de um ano quando eu falei que sem segurança não haveria desenvolvimento, zombaram de mim, mas hoje todo mundo percebe que eu estava correto. Veja a questão do turismo, que tem um grande potencial na região Nordeste, mas por que não se desenvolve? Por causa da violência, que tem que ser enfrentada com radicalismo, não com florzinha, com essas políticas de Direitos Humanos, audiência de custódia, achar que o marginal é vítima da sociedade, ou seja, tem que jogar pesado para cima desses caras. Eu tenho dito, que violência se combate com inteligência, energia e por vezes com muito mais violência ainda, e ponto final. Quem achar que estou errado não vote mim, pois tá cheio aí de candidatos por aí…

O senhor pensa na diminuição do estado?

– Penso em diminuir o número de ministérios e diminuir a pressão sobre o setor produtivo. Vejamos: algumas atividades reclamam do excesso de fiscalização, eu entendo que o Estado deve ter sua atribuição fiscal e ninguém é contra ela, mas o governo não pode usar da subjetividade para fazer valer a sua vontade, por ocasião de fiscalizar empresas, sejam elas do campo ou da cidade.

O que seria privatizável no Brasil hoje?

– Nós temos hoje cerca de 150 estatais, a grande maioria deficitária. Eu acredito que muitas delas serão até extintas, pois ninguém vai querer comprar e aquelas que, por ventura, forem essenciais e a iniciativa privada não quiser vamos continuar com elas para atender a população. Por outro lado eu falo que é preciso haver estatais estratégicas, nenhum país do mundo tem estatização zero, até para geração e transmissão de energia e outras por aí são essenciais. Acredito que em quatro anos de mandato pelo menos metade das atuais estatais deixaremos de ter no Brasil, até porque boa parte delas serve só de cabide de emprego para militantes de esquerda.

Como o senhor analisa as pesquisas que lhe dão vitória no primeiro turno, mas lhe complicam no segundo?

– Eu não acredito muito em pesquisas. Veja bem, há cerca de 15 dias o Instituto Data Poder me deu boa pontuação, ganhando de todo mundo, inclusive do Lula, no primeiro e no segundo turno, mas depois o Data Foice (Data Folha), como é de praxe, deu exatamente o contrário, mas vale lembrar que o Datafolha nas últimas eleições para prefeito errou em praticamente todas as cidades em que trabalhou.

Como o senhor pretende negociar com o Congresso para conseguir implantar as mudanças que tanto prega?

– Todos vocês (jornalistas) sempre fazem essa mesma pergunta a mim, onde quer que eu esteja. Com todo respeito, parece que vocês querem repartir aquilo que não é nosso, dos políticos. Eu costumo dizer que se é para fazer a mesma coisa, estou fora. Hoje eu tenho um grupo de aproximadamente 60 deputados dispostos a fazer uma base suprapartidária, com gente de vários partidos, que pode garantir a aprovação de um pacote de medidas que não vai onerar a população, que atende interesses dos evangélicos, dos ruralistas, da bancada de segurança, interesses regionais… Eu costumo dizer que um estado como Roraima, se for dada uma mexida na política ambiental, o estado vai lá pra cima, e vou fazer isso. Em resumo, em tenho proposta para atender todo mundo, menos PT, PCdoB, Psol e esse pessoal de sempre que quando chega ao poder quer poder absoluto, e falo isso com a experiência de sete mandatos, sem estar envolvido em nada. Acho que há uma maneira melhor de governar o Brasil.
Bolsonaro e Maura Jorge 

E qual seu grau de otimismo para vencer esta eleição?

– Tudo que faço é com prazer. Com a minha experiência de 17 anos de Exército, se a minha missão for buscar o caminhão de adubo lá no pasto, vou com maior prazer, levo minha vida sorrindo, sem problema nenhuma. Por seu um voluntário, não posso estar com mau humor.

E com relação ao Maranhão?

– A Maura Jorge (ex-prefeita de Lago da Pedra e pré-candidata a governadora, no registro ao seu lado) apareceu, surgiu uma empatia entre nóss, e ela é uma das poucas pessoas que nós temos disputando governo estadual. E eu espero que com ela o comunismo seja varrido não apenas do Brasil, mas do Maranhão.

10 comentários:

  1. Respostas
    1. Vagabundo és tu morto de fome que terá que trabalhar agora ou então ir assaltar pra sobreviver.

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    2. Meu caro amigo ele trabalha agora acredita quem chama um trabalhador de vagabundo e é o que?

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    3. futuro presidente filhote de Lula o Lula sim é vagabundo e ladrão !

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    4. Tu que és um grande vagabundo dependente do bolsa preguiça.

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    5. Me responde o que ele fez de mau

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    6. Teu pai seu ladraozilad de merda

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  2. Bolsonaro 2018 Presidente
    e
    Lula na CADEIA.

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  3. Só lembrando que a única coisa que presta no Maranhão é o presídio de Pedrinhas

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  4. mais um filhote de luladrão, É BOLSONARO 2018 E ptralhas na cadeia.

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