terça-feira, 26 de junho de 2018

PRTB articula chapa com Maura Jorge e roseanistas reagem


Aliados da ex-governadora questionam formação de chapa que beneficiará adversária

 

Pré-candidatos a deputados da base da ex-governadora Roseana Sarney (MDB), têm demonstrado insatisfação com as articulações do presidente estadual do PRTB, Márcio Coutinho, para as eleições deste ano.

Em reuniões ocorridas ainda na semana passada, alguns deles já chegaram a externar a insatisfação, sobre tudo como fato de que o partido foi levado a apoiar a pré-candidatura da ex-prefeita de Lago da Pedra Maura Jorge (PSL).

Segundo apurou O Estado, os insatisfeitos reclamam sobretudo do fato que, embora se declarem aliados da emedebista, os pré-candidatos do PRTB – alguns deles considerados bons quadros e puxadores de votos – pedirão votos a uma adversária e além disso ajudarão na composição do quociente eleitoral proporcional de uma outra chapa.

“Eu sou eleitor de Roseana, farei campanha para ela e com ela. Como vou votar num candidato que aparelhou um partido que vai levar atrás o numero de outra candidata?” questionou um desses pré-candidatos, em conversa com a reportagem.

Em nota oficial, o presidente do estadual do PRT, Márcio Coutinho, disse que montou o quadro de pré-candidatos do partido “com muito trabalho e seriedade”.

“E com duas premissas inegociáveis: não coligar para deputado estadual e uma coligação competitiva para deputado federal”, destacou.

Segundo ele, os pré-candidatos que reclamam das composições estão promovendo “chantagem”. 

“Politica se faz com entendimento, muita conversa e busca de comunhão de interesses legítimos. Assim, o que esses pré-candidatos estão fazendo é uma chantagem pequena sem qualquer capacidade de mudar a realidade”, completou.

Ainda de acordo com Coutinho “a chapa para deputado federal de Roseana, infelizmente, não atrai nenhum partido, sobremodo quando se precisa vencer a tal da cláusula de barreira”.

“Por fim, esse ‘pré-candidatos’ precisam entender que o apoio não se força coligação não se impõe e que lealdade não se confunde com suicídio politico”, finalizou.

Fonte: O Estado

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