Cleonice Sá
Professores da rede municipal de ensino de Poção de Pedras estiveram reunidos hoje, no período da manhã, em assembleia, para discutir a possibilidade de paralisação das atividades na segunda-feira, 27, data prevista para o reinicio das aulas.

Assembleia foi convocada pelo núcleo municipal do Simproesemma (Sindicato dos Professores) de Poção de Pedras por conta do atraso de salários do mês de dezembro de 2013 e do terço de férias.

Várias propostas foram colocadas diante dos professores que estavam reunidos em um bom número e ficou decidido:

* Os professores irão aguardar até o dia 31 do corrente para a Prefeitura depositar seus vencimentos referentes ao mês de dezembro, mais o terço de férias;

* O salário de janeiro tem que ser pago até o dia 10/02/2014;

* O retorno das atividades docentes fica adiado para o dia 11/02/2014;

Essas reivindicações aprovadas na assembleia de professores realizada hoje serão encaminhadas a secretária municipal de Educação na segunda-feira,  27.

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“A reunião foi necessária, porque alguns professores receberam, mas a Prefeitura não depositou os salários de boa parte dos professores, principalmente da sede. Ficou acordado entre a classe um nova reunião prevista para quarta-feira, para analisar a proposta ou a contraproposta da secretária de Educação, caso nossas reivindicações não seja atendidas, a greve não está descartada", explicou Cleonice Sá, presidente do núcleo do Simproesemma de Poção de Pedras.

Cleonice disse que também já esteve reunido com a secretaria adjunta de Educação; a secretaria propôs que as atividades comecem na segunda-feira, porém sem alunos, seria uma semana diagnóstica, preparativa para o ano letivo, sem a necessidade reposição; e, a partir do dia 3 de fevereiro, as atividades docentes seriam iniciadas com alunos.

“Por conta desses atrasos salariais os professores estão decididos a iniciar o ano letivo no dia 12 de fevereiro, quando os vencimentos de dezembro de 2013, janeiro de 2014, bem como o terço de férias estiver em suas contas, ai eles garantem iniciar o ano letivo tranquilo”, completou Cleonice.

Em relação a greve, a presidente do Sindicato disse que vai esperar o posicionamento da secretaria municipal de Educação; caso as reivindicações não seja atendidas e na assembleia de quarta-feira os professores optarem pela paralisação, precisariam ainda obedecer alguns detalhes jurídicos, como informar O Ministério Público com 48 horas de antecedência.

“Caso nenhuma das propostas aprovadas na assembleia de hoje não sejam acatadas pela secretária municipal de Educação, a possibilidade de greve é de 100% devido a esses atrasos. De todo modo, a greve será o nosso último recurso, só estamos atrás dos direitos dos trabalhadores da educação”, alertou Cleonice Sá.