Uma ação lamentável e sem explicação lógica aconteceu nesta semana numa comunidade rural de Esperantinópolis: a população do povoado Bela Vista revoltada com a demora da Prefeitura em realizar melhorias na estrutura do colégio de alvenaria que atende alunos da comunidade, decidiram  protestar demolindo a escola. De acordo com o blog do Carlos Barroso, praticamente todos os homens do povoado participaram da demolição do colégio municipal. O ato ilegal surpreendeu a todos; a secretária municipal de Educação, Jucilene Uchôa, ficou abalada com a notícia e a classificou como um crime. Depois de se refazer da emoção, a secretária registrou um B.O. na delegacia de Polícia de Esperantinópolis e apresentou um vídeo a autoridade policial. As imagens deste vídeo identifica os populares que participaram da depredação. Os envolvidos neste ato insano provavelmente desconheçam o valor da educação e o prejuízo que causaram aos estudantes que utilizam aquela escola, provavelmente, os próprios filhos.
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O Maranhão está repleto de escolas de taipa (barro) coberta de palha; essas comunidades sim, teriam motivos para demolir essas taperas, mas foram eles que construíram aqueles casebres para que seus filhos tenham acesso à educação, mesmo de forma precária. Em Esperantinópolis, a comunidade do Povoado Bela Vista deu uma péssima lição de educação. Há inúmeras formas de protestar e reivindicar um direito justo, sem a necessidade de chegar a esse lamentável exemplo de falta de Educação.

Imagens da escola do povoado Bela Vista demolida pela comunidade






Enquanto a comunidade da Bela Vista destrói uma escola de alvenaria, em Brejo de Areia e Presidente Dutra, comunidades rurais zelam pela suas escolas de taipas.






Fotos da Escola Bela Vista
Carlos Barroso