Hoje, dia 31, fazem 100 dias do desaparecimento de Dedé de Marina em Poção de Pedras. A Polícia Civil do município vem investigando o caso, já fez várias apurações, porém, nunca foi possível chegar a uma conclusão sobre o que de fato ocorreu com ele. 

Alguns amigos, dentre eles o ex-juíz e ex-prefeito Dr. Cristóvão, que é amigo de infância de Dedé, acredita que alguém de Poção de Pedras o matou para se apossar de uma grande quantia em dinheiro relacionado a uma venda de terreno. 

Até o momento, não há detalhes conclusivos sobre seu desaparecimento, nem achado do corpo. Várias buscas foram feitas pela cidade, mas nada foi encontrado. 

Seu desaparecimento chegou a virar notícia em todo estado, e mesmo com todo o esforço tanto da população como da polícia, não se sabe de fato o que ocorreu com ele.

A sensação de impunidade agora castiga amigos e familiares de Dedé de Marina. 

Dedezinho veio de São Paulo para administrar a venda de um terreno em Poção de Pedras. Ele loteou o espaço e estava com R$ 200.000 em mãos, pelo fato deste valor não ter sido encontrado em seus pertences, a suspeita é de que alguém que estaria negociando o terreno com ele teria praticado um crime para pegar o valor.  Imagens de câmeras de segurança de um hotel mostraram o que seria a última vez em que ele foi visto, porém, nada de suspeita foi detectado nas imagens.
 

Falta de suspeitos

Em uma entrevista feita em janeiro deste ano, o delegado Dr. Marcelo prestou alguns esclarecimentos sobre o andamento das investigações. Na época, uma das primeiras informações que gerou entre os moradores o sentimento de esperança de que o caso seria resolvido logo, é de que a Polícia Civil tinha encontrado um suspeito de ter se envolvido no desaparecimento de Dedé, acontece que o delegado respondeu que muitas das informações que se tinha sobre sobre ele simplesmente não eram verdadeiras. 

O suspeito se colocou à disposição, afirmando que os investigadores poderiam revistar seu carro, analisar sua propriedade e fazer o que mais fosse necessário. Nesta semana, a Polícia Civil realizou algumas escavações na área e não encontraram nada incriminador. 

Ao todo, aproximadamente 25 pessoas foram ouvidas na delegacia, mas os investigadores ainda não tem uma linha para que seja tomado um norte. Infelizmente, ainda há muitas dúvidas sobre o caso e poucos dados concretos para ajudar o trabalho de investigação.