Em se tratando de futebol, e de futebol bem jogado, os especialistas da bola são unânimes em afirmar que os jogadores do meio de campo são uma arma poderosa na conquista da vitória. Alguns jogadores que atuam nessa posição são mais experiente, cerebrais e fazem o trabalho de ligar a defesa e os laterais ao ataque, possibilitando excelentes oportunidades de gols, e no caso de contra-ataques, eles são os primeiros escudos do time. Veja a relação espantosa dos craques que atuam no meio de campo do Barcelona, o melhor time da atualidade: Sergi Roberto, Afellay, Gerard, J Dos Santos, Thiago Alcântara, Mascherano, Fabregas, Keita, Iniestas, Busquets e Xavi. Leonel Messe recebe bolas formidáveis desses craques do meio de campo para fazer seus gols. Essa galeria de gênios fizeram do Barça uma equipe quase invencível!

Fazendo um comparativo com o grupo político do Junior Cascaria, devo reconhecer que ele tem um meio de campo poderosíssimo, veja os jogadores: Dutra Croá, vereadora Ângela, vereador Valney, Pedro Ximenes, Leão XIII e outros que me fogem os nomes por está tão distante.

Esse meio de campo político é base da sustentação da candidatura de Cascaria. Eles têm a função, como um bom meio de campo, de ligar os eleitores simples ao seu atacante principal, o próprio Junior. No caso de contra-ataques, essa turma o tem o posto de ser os primeiros defensores da campanha.

Entretanto, não é o que está acontecendo. O meio de campo pode ser poderoso, mas está em volto em disputas internas, principalmente pela vaga de vice-prefeito, como já mencionei em outro momento neste blog.

Essa história de "dar ou racha", tem o poder de rachar mesmo, e na verdade, já começou a trincar a imagem do grupo diante dos eleitores. Eleitor, por mais simples que seja, sabe raciocinar. É difícil querer acompanhar um grupo onde eles mesmos não se unem e estão envoltos em brigas narcísicas.

Essa guerra pelo cargo de vice-prefeito pode deixar mortos e feridos dentro do próprio esquadrão do Cascaria, e  com esses mortos e feridos, vai faltar combatentes na hora decisiva da eleição. Estrangular a campanha por cauda de um detalhe desses é um absurdo impensável, para não dizer imperdoável! Exigir tal cargo, fazer valer sua força política por ele, pode conduzi-lo a apenas ser o vice da derrota, pois os companheiros atropelados não entrarão com o mesmo entusiasmo nas partidas.

Alguém me disse, em conversas pelo face, que Junior Cascaria não pediu permissão aos políticos tradicionais de Poção de Pedras para buscar sua eleição a prefeito. O colega do blog buscava elogiar o Cascaria, mas conseguiu apenas abrir-me os olhos para reconhecer a exígua experiência que tem o Cascaria como político.

No xadrez da política, qualidades como a experiência, cacoete em lidar e resolver briguinhas entre os pares é mais do que fundamental. E talvez essa pouca experiência do Junior seja o resultado dele não está sabendo contornar essas disputas internas em seu grupo.

Ficar em silêncio, deixar a escolha para mais tarde, é empurra o problema para debaixo do tapete, permitindo-lhe que ele cresça, se avolume e se transforme na corda que estrangulará a própria candidatura.

Pode ser verdade que o Junior Cascaria não tenha pedido permissão aos políticos tradicionais para candidatar-se a prefeito nas terras de Manuel Oliveira, mas bem que ele recebe o apoio de alguns nomes bem tarimbados.

Políticos tradicionais como Dutra e Ângela podem e devem ser a voz da experiência nesses momentos de conflitos. Eles mais do que os outros, precisam reconhecer esse papel, são eles que devem buscar o diálogo, o acordo e o apaziguamento nas conversas internas do grupo. E jamais jogar mais lenha no incêndio da “própria casa”. Uma candidatura séria não aceita espasmos de infantilidade.

Quem está no poder, vive as alegrias, as benesses do momento, porém, está apavorado quanto ao futuro incerto. Quem está na oposição, vive os infortúnios do presente, mas lança todas as suas esperanças no futuro.

Imagino que quando surgem problemas dentro de um grupo que está com as rédeas da prefeitura, o prefeito se utiliza da máquina para contornar as brigas. Um salário para aquele, um cargo para a mulher deste, uma autarquia para esse aqui. E tudo se acalma. E o prefeito está mais do que certo em agir dessa forma. Prefeito usa as armas que dispõem e a prefeitura é o seu canhão principal. Lula, o maior político da história da nação, fez isso um bom número de vezes, porque o prefeito não pode fazer?

Mas em se tratando da oposição, o jogo é outro, como também as armas são outras. A esperança é a principal dela. É acreditar na possibilidade da vitória, tê-la como certa, mas não pode ficar paradão, esperando ela cair dos céus, tem que botar a faca nos dentes e lutar caprichosamente por ela!

Povo unido é povo vencedor, povo desunido é povo perdedor. O único homem que veio para desunir e foi vencedor chama-se Jesus Cristo, e, em Poção de Pedras, não tem ninguém igual a Ele.

Até a próxima.