Coronel Frazão
Coronel Frazão, militar da reserva e servidor graduado do IMEQ, teve ontem, 10, uma ríspida conversa com a prefeita Arlene de São Raimundo do Doca Bezerra. O teor dessa conversa entre o ex-candidato a prefeito e a atual prefeita tem sido muito repercutido no município. Há comentários que afirmam que o Coronel Frazão rompeu em definitivo com os Uchôas. O Blog entrou em contato com o coronel Frazão e ele contou a versão dele do ocorrido, veja textualmente o que disse o Coronel:

“Conversei sim com ela e precisei dar uma lição à senhora prefeita. Tenho idade para isso e acho que ela precisava de um choque para entender determinadas situações. Uma dela é de assumir o comando da prefeitura e não deixar nas mãos de qualquer um. Apoiamos ela, elegemos ela para ser prefeita. Não elegemos outra pessoa.”

“São Raimundo para mim é uma missão de vida, não vou atrás da prefeita em busca de benefícios próprios. Sou uma homem realizado, com três filhos formado, não tenho ambições por fazendas e carrões, tenho desejo de ver aquele município progredir e vou continuar a minha lutar para isso. Ao apoiar Arlene, apoiava um projeto de mudança e não a continuação de uma família no poder.  Ando muito decepcionado com os rumos dessa administração, mas ainda tenho um pouco de paciência para ver se ela modifica a situação que está o governo dela.”

“Se a situação não mudar, já disse ao meu irmão Antônio Frazão, secretário municipal de Cultura, ‘Irmão, esse governo não nos pertence, vamos sair desse governo e espero que você entregue essa secretaria. Ou a secretaria ou o teu irmão’. O meu irmão pediu paciência, tenho paciência na expectativa de que as coisas avancem, melhore, mas confesso que já estou no limite do suportável.”

Continua...

“Uma das coisas que mais me aborrece é a reclamação do povo que a Administração da Prefeita persegue os adversários. Eu entendo que adversário político não é inimigo. Não podemos perseguir esse povo, perseguir em seus salários, o comércio. Isso é errado. ‘Ah! Você votou contra a minha mulher, pois agora vou te perseguir.’ Eu não compactuo com esse tipo de situação, o meu caráter não me permite aceitar perseguições. A Lei do Chicote, senhora prefeita e senhor Francisco Filho já passou”

“Recebo reclamações de pessoas que a Prefeitura de São Raimundo leva para São Luís em busca de tratamento. Acredito que a Prefeitura não tem uma casa de apoio; deve contratar os serviços de uma pensão ou uma espécie de casa de apoio particular e deixam essas pessoas sem a menor condições. Algumas chegam a passar fome”.

“Deus me abençoou nesta vida. Profissionalmente sou um homem bem sucedido. Moro com minhas filhas numa casa imensa, mas assim que elas seguirem com a vida, vou procurar um apartamento menor, já sou divorciado há muito tempo e não tenho desejos por luxos. Sou uma pessoa simples e me lembre todos os dias da minha origem humilde. Jamais menosprezaria um cidadão humilde, nem debocharia de sua pobreza. Infelizmente, tem gente importante em São Raimundo que faz piadas, debocha, menospreza a população carente. Esse tipo de coisa é inaceitável!”

 “Subimos no palanque para eleger dona Arlene Prefeita e não o senhor Francisco, Filho marido dela. Nós, o povo, votamos nela. Ela tem que tomar uma decisão importante. A decisão de assumir a prefeitura, mostra ao povo de São Raimundo que ela é a Prefeita e acabar com imagem terrível de que é mandada pelo marido. Ainda tem tempo, mas o tempo, acaba, como acaba a paciência do povo!”

“Em nossa conversa, pedi que ela cumprisse com os acordos. O que vejo é uma legião de aliados deixando o governo, reclamando que ela não tem cumprido os acordos. Se a senhora fez acordos, tem a obrigação de cumpri-los. Mas se no momento não tem condições de cumprir esses acordos, chame a pessoa e explique o que está acontecendo. “Olha, não estou podendo cumprir os acordos agora, mas tenha paciência que assim que possível, cumprirei com você!” O que não pode é ficar incomunicável, num canto superior, achando que não deve dar nenhuma explicação aos aliados, ou ex-aliados, porque a decepção é grande e tá todo mundo indo embora!”

“A prefeita não deve perseguir seus adversários e deve valorizar as  pessoas que se empenharam em sua campanha vitoriosa. Antes de agradar o ‘Zé’ que não votou nela, precisa agradar o ‘João’ que votou nela, só depois de priorizar o povo que a elegeu, ela deve procurar os que não votaram nela”.

“Nesses dias em que passei em São Raimundo, conversei com o meu adversário político Chico Moreno; como disse, adversário político não é inimigo. Eu encontrei um novo Chico Moreno. Estava mais humilde, sem arrogância e sem ressentimento. Às vezes, determinadas derrotas tem esse benefício de melhorar as pessoas. Hoje o ex-prefeito Chico Moreno está bem melhor, mas depois que o povo disse pela primeira vez ‘um não’ a ele. E conversamos muito, porque tínhamos muito o que conversar.”

“Conversei com lideranças de toda São Raimundo e só ouço reclamações. Reclamar da Prefeita Arlene, do Dr. Francisco, do irmão dele, o povo está insatisfeito com os rumos do munícipio.”

“Eu dei um ultimato a Prefeita, minha paciência está no limite, mas acredito que ainda temos tempo, melhore seu governo, senhora prefeito, ou eu vou direto a casa da Salvalina e digo, minha amiga, vamos desembarcar desse governo!”

Fotos do Coronel Frazão no dia em que ele anunciou apoio a família Uchôa:


Frazão e Dr. Francisco Filho, marido da prefeita Arlene

Frazão, Dr. Francisco Filho, Ver. Eliézio e Gilson Uchôa