Segundo os alunos, o coordenador do curso recebia o dinheiro das mensalidades e não repassava ao CEFELMA. Estudantes de Poção de Pedras, Esperantinópolis e São Roberto podem ficar no prejuízo.

Cerca de 30 alunos do CEFELMA, um polo de ensino superior que funciona em Poção de Pedras realizaram um protesto na manhã de hoje, 14, próximo a quadra esportiva da cidade. Os alunos estão revoltados com o coordenador do polo, conhecido por Junior.

De acordo com os alunos, eles pagam regularmente as mensalidades ao Coordenador, porém, ele não repassava o dinheiro para a instituição. Os estudantes dizem que nem a documentação deles foram enviadas ao CEFELMA. Em razão dessas irregularidades, a Instituição não reconhecem os alunos que estudam nos finais de semanas no polo de Poção de Pedras. São cercas de 100 alunos distribuídos em quatro turmas, duas de curso de Pedagogia e duas de Serviço Social.

O CEFELMA recebeu reclamações dos alunos e enviou um de seus representantes, o Sr. Wando que confirmou aos acadêmicos que a instituição não está recebendo nenhum dinheiro proveniente de mensalidades de alunos do polo de Poção de Pedras. O CEFELMA, portanto, não reconhecem ou autoriza o funcionamento.

Isso revoltou os acadêmicos. A metade deles já estão há mais de dois anos matriculados e já pagaram 26 mensalidades no valor médio de R$ 180,00 (cento e oitenta reais) em média. Duas turmas são mais recente e funcionam há três meses.

Os estudantes recorreram à delegacia de polícia de Poção de Pedras para denunciar o caso. A autoridade policial aconselhou-os a procurem um advogado. Entraram em contato com Dr. Guilherme, advogado da Prefeitura de Poção de Pedras, ele prontamente atendeu aos apelos dos acadêmicos.

Dr. Guilherme, acompanhado do também advogado Dr. Ribamar Costa Jr, conversou com Wando, representante do CEFELMA, e depois explicou aos acadêmicos os próximos passos que eles precisariam trilhar neste processo.

“Vocês terão que registrar um B.O. na delegacia de Polícia de Poção de Pedra, sugiro que façam de quatro em quatro alunos, em seguida, darei entrada ao processo, solicitando também a imediata indisponibilidade dos bens do coordenador Junior. Dra. Teresa, juíza da nossa Comarca, com certeza irá deferir esta ordem ainda hoje!” – disse Dr. Guilherme.

 

Os acadêmicos foram à delegacia de Polícia de Poção de Pedras e registraram o B.O.

Continua...


O Polo do CEFELMA em Poção de Pedras abriga alunos de outros município como São Roberto e Esperantinópolis. Caso essas informações sejam verídicas, o prejuízo para esses estudantes serão extremamente danosos, envolvem altas somas em valores financeiros, educacionais e emocionais. São dois anos de estudos, trabalhos acadêmicos e muita expectativa para receberem esses diplomas.

Procuramos o coordenador Junior na Escola El - Shadai em Poção de Pedras, mas ele não foi encontrado. Buscamos também contato por telefone, mas o número dele está fora de área.
O Blogueiro Fábio Sampaio tentou conversa com Junior sobre as denúncias, mas ele recusou dá qualquer depoimento.

“Só falo na presença do meu advogado,” respondeu Junior ao Blogueiro de Igarapé Grande.

Um acadêmico disse que ouviu Júnior culpa alunos pelo não repasse do dinheiro ao CEFELMA.
“Os alunos atrasam as mensalidades e isso atrapalhou a parte financeira.!” Teria dito Junior ao representante da CEFELMA hoje em Poção de Pedras.


Não sei quem atrasa as mensalidades, sei que pago esse curso em dias há dois anos e ele não repassou a faculdade. Agora estamos nesse prejuízo imenso”, lamentou Filho Moura, um dos estudantes do CEFELMA, hoje pela manhã. 

Mais fotos












Dr. Guilherme


As fotos abaixo foram tiradas por um dos acadêmico hoje cedo; elas registram o encontro entre Junior, coordenador do CEFELMA de Poção de Pedras, Wando e os estudantes. Depois desse encontro, a história virou um caso de polícia.
Wando e Junior



Wando afirmou não saber da existência desse polo em Poção de Pedras, mas um acadêmico assegurou que ele, Wando, esteve presente na aula inaugural. Caso isso seja verdade, o culpado não é só o coordenador Junior, a faculdade tem que entregar os diplomas ou ressarcir os prejuízos desses alunos.