O IBGE aponta Marajá do Sena como o 2º mais pobre do Brasil e São Roberto do Maranhão é o 13º.

Sarney acha que as similaridades entre o Maranhão e a Jordânia são motivo para comemoração.

Em seu artigo semanal publicado hoje (19)  no Jornal O Estado do Maranhão, o senador José Sarney (PMDB-AP)  resolveu atacar de uma só vez a Organização das Nações Unidas (ONU) e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em 2013 a ONU, através do PNUD –  programa da instituição para o desenvolvimento –  e o IBGE –  órgão oficial do governo federal –   publicaram o Atlas do Desenvolvimento no Brasil, mostrando detalhadamente os  indicadores de desenvolvimento humano (IDH) dos municípios brasileiros.
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Segundo o Atlas, o Maranhão tem o maior número de municípios nas últimas colocações do IDH, como renda, saúde, educação e saneamento básico. Os números apontando o Maranhão como um dos estados mais pobres do Brasil repercutiu até na imprensa internacional. O semanário  The Economist, da Inglaterra , chegou a comparar o Maranhão com países da África Subsaariana.

Segundo Sarney,  o IDH formulado pela ONU e pelo IBGE seria uma espécie de conspiração do imperialismo internacional e dos países ricos para invadir o Brasil:  “O IDH, Índice de Desenvolvimento Humano, (foi) criado pelos países ricos para abrir frentes de serviço para os países imperialistas (no Brasil) , (…) fazer gigantescas obras de saneamento, entrar no setor de saúde e etc. (…)”. O Senador avalia que o Maranhão enriqueceu e melhorou ao longo dos 50 anos em que seu grupo comanda o Estado.

Bocas do inferno e a redução da pobreza

Em seu artigo, Sarney acusou ainda a oposição maranhense de usar o IDH do IBGE e da ONU para “falar mal do Maranhão” e qualificou os adversários como “bocas do inferno”.  O IDH  mostra que nos últimos 10 anos, os índices de pobreza do Maranhão tiveram uma redução apenas entre 2004 e 2009 , período que compreendeu os governos de oposição de José Reinaldo Tavares e Jackson Lago. Segundo o IBGE o índice de pobreza extrema no Maranhão nesse período  teve redução de 46%.

Já nos quatro governos de Roseana Sarney, enquanto os demais municípios do Brasil apresentaram melhoria na renda em 3% ,  o Maranhão  recuou. Dos 50 municípios mais pobres do Brasil, trinta e dois  estão localizados no Maranhão. A menor renda foi registrada em Belágua (MA), cuja renda  é R$ 147,70. Entre os 15 municípios mais pobres do país, nove são do Maranhão. Veja a lira  abaixo.

Relação dos 15 municípios brasileiros com as menores rendas per capita:

01 – Belágua (MA) R$ 146,70
02 – Marajá do Sena (MA) R$ 153,47
03 – Cachoeira do Piriá (PA) R$ 163,65
04 – Fernando Falcão (MA) R$ 166,73
05 – Matões do Norte (MA) R$ 170,76
06 – Melgaço (PA) R$ 172,28
07 – Assunção do Piauí (PI) R$ 174,44
08 – Milagres do Maranhão (MA) R$ 175, 99
09 – Satubinha (MA) R$ 177, 11
10 – Bagre (PA) R$ 178,04
11 – Cachoeira Grande (MA) R$ 180,02
12 – Santo Amaro do Maranhão (MA) R$ 181,08
13 – São Roberto (MA) R$ 181,77
14 – Ipixuna (AM) R$ 181,98
15 – Presidente Juscelino (MA) R$ 182,18


Fonte: IBGE/PNUD