O Ministério Público do Maranhão deve ser de longe a instituição mais envergonhada com as matérias que o Fantástico tem exibido semanalmente apontando a corrupção como prática generalizada nos municípios do estado. Isso tudo acontece porque na ampla maioria dos casos, as mesmas denúncias escandalizadas em nível nacional ou já tinham sido formuladas oficialmente a promotores das comarcas ou denunciadas publicamente na imprensa de cada cidade o que deveria impulsionar a ação do Ministério Público como fiscal da lei, mas – salvo raríssimas exceções – nada vai além de medidas protocolares, quando tanto.

Se (em maioria) os prefeitos municipais tomam os recursos públicos como extensão de seu patrimônio pessoal e acham normal e corriqueiro desviar recursos que deveriam servir ao povo, as promotorias de justiça, pelo contrário, têm o dever constitucional de evitar desvios e impor a lei pela fiscalização.
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Em qualquer conceito disponível, o promotor aparece como um agente público que tem como principal objetivo defender a sociedade e seus interesses. Ele (o promotor, entre outras funções) atua como um fiscal da lei e pode entrar em ação caso queira investigar suspeitas de crimes como desvio de recursos públicos.


Sem particularizar ou fulanizar – ou por simples desídia (no popular: preguiça) ou por locupletamento (participação ativa, levando vantagem nos esquemas) – se os promotores de justiça do Maranhão não reagirem serão eles, depois dos prefeitos, os próximos alvos do interesse da imprensa nacional.