Ana Roberta e Gisele Leal
O governador Flávio Dino participou de um ato político na cidade de Pedreiras em favor do candidato a prefeito do Dr. Humberto Feitosa (SDD) na manhã do último sábado, dia 2. Alguns professores da rede estadual de ensino de Pedreiras, apoiados por militantes do PCdoB, aproveitam para fazer um protesto público durante a mobilização do 77; usando faixas, os educadores exigiram ao governo do estado o cumprimento da lei do piso salarial nacional; o estado, porém, já informou que não dispõem de recursos para aumentar salários da categoria de acordo com o piso.

Em certo momento da carreata do candidato Humberto, acompanhado do governador Flávio Dino, os professores entraram na pista, exibindo faixas com suas exigências; porém, foram retirados por aliados do candidato a prefeito, porém, foram removidos com certa truculência. As imagens de vídeo provam isso. Todos foram empurrados de volta para a calçada, na frente de Flávio Dino. (Mais detalhes, fotos, vídeos, reveja aqui)Depois disso, a categoria em Pedreiras está em pé de guerra com Flávio Dino e, infelizmente, o desgaste atingiu a campanha de Dr. Humberto. (Ele esperava que essa mobilização fosse o grande momento de sua candidatura, porém, imagino que esteja sofrendo ‘truculentos’ pesadelos depois dela).

Passado mais de dois dias do incidente, as duas maiores representantes dos professores no município de Pedreiras, Ana Roberta, presidente do Sindsep, e Gisele Leal, presidente do núcleo municipal do Simproesemma de Pedreiras, não emitiram nenhuma nota sobre o assunto.

Levando em consideração o envolvimento político das duas professoras, pode-se dizer que depois do incidente do último sábado, elas estão entre a ‘cruz e a espada’. Caso emitam nota oficiais repudiando as agressões sofridas pelos professores durante um protesto legitimo e pacifico, cairão nas graças da categoria, porém, correm o risco de abalar a campanha de Dr. Humberto, restando menos de um mês para o pleito. Por outro lado, caso emitam uma nota descordando dos colegas professores no ato, ou não dizendo coisa com coisa, seguramente perderão o apoio da categoria e, talvez, em pouco tempo, sejam substituídas da representação da classe.

O silêncio também é visto com maus olhos pelos professores que, em peso, exigem um posicionamento de suas representantes; não tenho dúvidas que elas, simpatizantes da candidatura de Humberto, também estão sofrendo pressão da coordenação da campanha do 77 em Pedreiras para deixar as coisas como estão, sem dá explicação nenhuma.  
Continua...
O problema é mais delicado para Ana Roberta. Lembro-me que a sindicalista levava quatro pedras na mão para defender os interesses dos professores no governo do prefeito Totonho Chicote; agora, parece que se calou. No entanto, este silêncio beneficia Humberto, mas pode prejudicar a candidatura de Ana Roberta à Câmara Municipal. A sindicalista é candidata à vereadora pelo partido do Solidariedade, o mesmo de Humberto e, com apoio dos professores. Ela precisa se dirigir a categoria com firmeza e verdade. Algo tem que se dito.

Mas... realmente, Ana Roberta e Gisele Leal estão entre a cruz e a espada!

O que elas dirão, oficialmente, não em rede social, terão sérias repercussões. O silencia também é agravante.