Dr. Rogério Almeida, vice-prefeito
de Esperantinópolis 
A polêmica do momento na cidade de Esperantinópolis (MA) gira em torno do suposto “aluguel camarada”. Segundo o boato, o prefeito Aluisinho do Posto (PCdoB) deixou de usar o prédio da Prefeitura para alugar uma casa que pertence ao vice-prefeito, Dr. Rogério Almeida (PCdoB). O blog do Carlinhos chegou a brincar com a situação, ontem, na postagem "Aluisinho não quer despachar na prefeitura construída no governo do prefeito Dr. Raimundinho - reveja aqui". Pouco tempo depois, segundo a orientação de alguns leitores do presente blog, também ouvimos o governo municipal, representado pelo vice-prefeito Dr. Rogério Almeida, citado na postagem como beneficiário do suposto "aluguel camarada'. Em nossa conversa, Dr. Rogério Almeida desmentiu o boato e esclareceu que ele cedeu o imóvel, sem receber nenhum retorno financeiro em troca, por um período de tempo, até que o prefeito corrigisse diversos problemas encontrados no prédio da Prefeitura (falta de energia elétrica regular, problemas na estrutura do prédio, etc). Rogério Almeida disse ainda que estranha a polêmica gerada pela oposição, em virtude que ele tinha cedido, também a custo zero, outro imóvel, usado pelo governo do prefeito Dr. Raimundinho para funcionar uma escolar, entre os anos de 2013 e 2015. Veja o que disse o vice-prefeito.

* Cedi uma casa para funcionar uma escola durante três anos no governo de Raimundinho

“Boa noite, amigo Carlinhos, em relação a essa indagação que você fez, gerada por esse é essa polêmica, primeiro, vou falar do imóvel que, eu, em 2013, fiz uma cessão de uso, sem fins lucrativos; para mim não houve um retorno financeiro; na época, o governo do Raimundinho, através da secretária Educação, Jucilene, me pediu que cedesse uma casa, um imóvel que eu tenho em frente ao Colégio Pio XII, no centro da cidade, ao lado do Fórum Eleitoral; e eu cedi a casa a custo zero; foi na verdade uma cessão de uso, sem retorno, sem contrapartida financeira do município; lá foi instalado uma escola que funcionou por 3 anos, o Programa Mais Educação. Eu nunca recebi um centavo do governo do Raimundinho; a escola, na época, funcionou com mais de 150 alunos e, ocorre, que é quando eles foram me entregar, a minha casa, o prédio, onde funcionava a escola, estava depredada, com algumas portas quebradas, as paredes riscadas, riscaram tudo, arrebentando com tudo, mas eu não fiz nenhuma exigência para que eles reformassem,  até porque eu doei o imóvel, inclusive esse imóvel eu recebi de herança da minha avó e foi uma forma que eu encontrei para ajudar o município de Esperantinópolis, para ajudar a educação Esperantinópolis, que no início 2013, que o Raimundinho recebeu com alguma dificuldade, eu quis ajudar, e ajudei por 3 anos, não recebendo o aluguel que, eu imagino que seria cerca de R$ 1000 (mil reais) por mês. Eu não cobrei para ajudar o município e ajudei de fato. Doei o imóvel em 2013, 2014 e 2015; já no final 2015, eu recebi a escola de volta, depredada, mas foi uma coisa que eu doei de livre e espontânea vontade. “

* Problemas na Prefeitura - Cemar

“Dias antes do Alusinho assumir a Prefeitura, ele foi na Cemar e lá constatou um débito de, aproximadamente, R$ 1.600.000, (um milhão e seiscentos mil reais); esse débito foi gerado ao longo do mandado do Raimundinho; quando Raimundinho recebeu a prefeitura do Mário Jorge, havia um débito com a Cemar no valor de R$ 137.000 (cento e trinta e sete mil reais), ele parcelou e durante os quatro anos que Raimundinho foi prefeito, ele pagou para Cemar R$ 100.000 (Cem mil reais), mas de lá para cá, com a Cemar, gerou um rombo de R$ 1.600.000; por conta disso, os prédios que não tiveram energia cortadas em Esperantinópolis foram os que servem para saúde, o hospital, Centro de Saúde e os poços artesianos, mas inclusive, o prédio da Prefeitura estar, até hoje, com a energia cortada; por conta disso, a Cemar não aceita fazer o parcelamento do débito, sem uma entrada vultoso; mas o Raimundinho entregou o município com apenas R$ 534 (quinhentos e trinta e quatro reais) nas contas da Prefeitura... como é que se poderia fazer um parcelamento, dando a  entrada de 30%, que gira em torno de R$ 500 mil, com apenas 534 reais em caixa? O prédio da Prefeitura desde o dia que foi inaugurado funcionou com o gato, já começou errado, nunca teve a ligação elétrica recular, sempre foi gato.”

* Problemas na Prefeitura – Estrutura mal feita

“Além desse problema de “gato”, a Prefeitura foi muito mal feita, como você sabe, tem problemas estruturais gravíssimos; por exemplo, o teto da Prefeitura foi muito mal feito, todas as vezes que chove, fica completamente alagada, destruindo os móveis, destruindo a documentação, inclusive os arquivos antigos; e lá, ficou constatado que não havia a menor condição estrutural e, muito menos por conta da falta de energia para funcionar a Prefeitura e o governo municipal não dispõe de outros prédios para que fosse feita a mudança."

* Cedi uma casa, sem cobrar nada, para funcionar a Prefeitura
Continua...

“No final de dezembro, Aluisinho me procurou e me disse, “Rogério, tu me cede a tua casa para servir como Prefeitura, em quanto regularizo situação, tanto do prédio como da Cemar?” E eu, imediatamente, cedi a casa; a casa que eu comprei no leilão, uma casa muito boa, mas estava em desuso; eu comprei em 2013, aluguei para o Raimundinho em 2014, ele morou lá um ano, depois quando rompi com ele, pedi a casa novamente.”

* O imóvel foi cedido dentro da lei, sem ônus ao município                       

“Eu tive a preocupação de regularizar essa situação e conversando com alguns colegas profissionais, como Rodrigo Lago, secretário de Estado da Transparência e Controle do Maranhão, faz o mesmo trabalho da CGU, com dois auditores do Tribunal de Contas do Estado, que são meus vizinhos em São Luís e eles me orientaram, de maneira correta, legal para regularizar situação da Prefeitura, desse prédio; como eu sou o vice-prefeito, não posso contratar com município, eu posso fazer um contrato de comodato, entre eu e o município, em que não há nenhum dispêndio de dinheiro, não há nenhuma contrapartida financeira, trata de cessão de uso de imóvel particular para o município, sem nenhuma contrapartida financeira, por um tempo indeterminado, o município vai me devolver o imóvel no estado em que se encontra; em fim, foi a maneira mais uma vez que eu encontrei para socorrer o município de Esperantinópolis, neste momento de grave crise fiscal, financeira que a nossa cidade tá sofrendo e pra mim não vai custar nada.”

* Os adversários buscam chifres na cabeça de jumento

“Agora, nossos adversários estão, de todas as maneiras, tentando encontrar chifre na cabeça de jumento. Poxa, passou três anos cedendo uma casa para o governo do Raimundinho e eles nunca enxergaram nenhum problema nisso, agora que eu tô cedendo para o governo, que inclusive eu sou o segundo na linha de sucessória, eles veem problemas, porque eu cedi para ser a sede do Poder Executivo. Estão usando dois pesos diferentes para uma medida, para uma situação Idêntica, à do governo do Raimundinho.

* Eu tiro o chapéu para Aluisinho

“Fica aqui o meu esclarecimento a você, estou sempre a disposição e para esclarecer e para mostrar que o nosso governo, o governo do Aluisinho é voltado para reconstruir Esperantinópolis, que foi encontrado numa situação de total o desmando, desmantelo e irresponsabilidade deixada pelo ex-gestor. O Aluisinho tem erros, mas eu posso te dar uma garantia que ele tem uma grande virtude no sentido de ter um projeto para Esperantinópolis e estar imbuído de um firme propósito para que o governo dele vai dar certo, vai trazer melhoria para as pessoas; e nessa questão da gestão pública de Esperantinópolis, eu tiro o chapéu para o Aluisinho, porque vejo que ele está preocupado em mudar essa realidade, realidade hoje que Esperantinópolis é um município mais sofrido, mas agredido pela administração que se passou.”

- É isso, companheiro, estou sempre à sua disposição.

Fotos da posse do novo governo em Esperantinópolis