Raimundo Louro, apesar da tristeza, no final da conversa ainda sorriu, confiante em dias melhores 
Nesta manhã de segunda-feira (22), o titular do presente blog encontrou casualmente na agência do Banco do Brasil de Pedreiras, empresário e líder político Raimundo Louro. O ex-deputado estadual e ex-prefeito de Pedreiras falava apenas em um assunto: as noticias de corrupção em nível nacional. Louro se mostrou decepcionado com o mar de lama que atinge a nação.

“A Republica está acabada e me entristeço muito com isso”, comentou ele, assim que viu.

E, em seguida, Louro falou o que pensa sobre os grampos da JBS que atingiram o presidente Temer e o senador Aécio Neves e fez algumas sugestões.

“A corrupção campeia em todos os lados, infelizmente; mas é preciso dizer que essa corrupção que a gente ver nos jornais hoje começa pelo cidadão que se diz de bem...”

“O que se tem de aposentadoria falsa neste país é de assustar. 100 mil falsos aposentados são suficientes para quebrar o país e são muitos mais do que isso! E quem são esses aposentados? São pessoas consideradas cidadãos e talvez estejam hoje ofendidas com tanta corrupção no Brasil.”

“A corrupção começa é entre pessoas simples que vendem seus votos. Essas não sabem, mas os políticos corruptos começam ai, se corrompendo para gastar com eleitores que vendem seus votos.”

“Um exemplo disso: tu acha normal uma pessoa como o Cascaria gastar 3 milhões de reais para ser prefeito de uma cidade de Poção de Pedras? Pra quer gastar esse tanto de dinheiro? Basta 10% desse valor; 300 mil reais são suficientes para bancar uma campanha que deveria ser mesmo mais com combustível para chegar aos locais do município apresentando seu projeto aos moradores e não 3 milhões.”

“Eu estou triste, eu estou revoltado, mas não perco a confiança em meu país e sei que apesar da corrupção, os cidadãos de bens, que não são corruptos, são muitos maiores. Eu disse que a República tinha acabado com essas revelações, mas quero mudar o que disse: a república desmoronou, mas estamos prontos para reconstruí-la. E é o que vamos fazer.”