O ato terá concentração na localidade onde o jovem morava e, de lá, o grupo pretende sair em caminhada rumo à Promotoria de Justiça de Pedreiras.


A família do jovem Djorkaef Johan Pereira da Silva, de 19 anos de idade, morto no último dia 03 de outubro (13), no Povoado Angical, zona rural de Pedreiras, marcou um protesto para a próxima quinta-feira (21), a partir das 08h, para cobrar justiça. 

O ato terá concentração no Residencial Lolita, local onde o jovem residia e, de lá, o grupo pretende sair em caminhada rumo à Promotoria de Justiça de Pedreiras, próximo ao Fórum da cidade no Bairro Goiabal.

A tia de Djorkaef, Francisca, informou que este será mais um momento em que os parentes vão se reunir para pedir que o caso não entre nas estatísticas da impunidade. "Quero avisar a todos que os familiares, amigos e conhecidos do meu sobrinho estão se organizando para uma manifestação pedindo por Justiça na próxima quinta, saindo do Residencial Lolita e indo até a promotoria. Será um ato totalmente pacífico e essencial para que possamos lutar contra a impunidade", disse Francisca.

Crime e autoria

O crime aconteceu no Povoado Angical 01, localizado às margens da MA-381. Segundo informações, Djorkaef  estava se divertindo em uma festa naquela localidade, quando, em determinado momento, sentiu falta de um amigo. Ele saiu para procurá-lo e o encontrou do lado de fora do clube sendo agredido.

Ao tentar intervir na confusão, Johan foi esfaqueado várias vezes. Populares ainda tentaram socorrê-lo, mas ele não resistiu aos ferimentos e veio a óbito.

O indivíduo apontado como autor do crime se apresentou na Delegacia Regional de Pedreiras no último dia 08 de outubro. Segundo informações, ele chegou no local acompanhado de um advogado e foi ouvido pela autoridade policial. 

Como já estava fora do flagrante, o indivíduo foi liberado logo após prestar depoimento. Contudo, os investigadores garantiram que isso não significa que haverá impunidade pois o inquérito continua. O trabalho que vem sendo desenvolvido na investigação ocorre em sigilo para não atrapalhar seu andamento. O ritmo do trabalho da polícia, portanto, desagrada os familiares, que cobram por medidas mais urgentes.