Advogado de defesa Dr. Bismarck Salazar esclarece como se deu a sentença de pronúncia 

Os policiais militares envolvidos no Caso Marquinhos estão soltos por determinação da justiça. A sentença foi proferida no último domingo (20) pelo juiz de São Luís Gonzaga, Dr. Diego Duarte de Lemos. 

Cabe ressaltar que a soltura trata-se de uma revisão da prisão preventiva dos mesmos, não significando que eles estão livres de fato. A medida apenas lhes dá direito de retornar às suas residências mediante várias restrições , entre elas, permanecerem em casa durante a noite, não passar muitos dias sem comunicar aonde estão e utilização de tornozeleira eletrônica. 

O advogado Dr. Bismarck Salazar conversou com o Blog e esclareceu como se deu a sentença de pronúncia.

"A prisão preventiva foi revogada, haja vista que já foi concluído um tempo bastante expressivo da prisão dos policiais. Os requesitos da prisão preventiva já não existiam mais, então, o juiz achou melhor revogar. Considerando os fatos narrados, ele também impôs algumas medidas cautelares, como o comparecimento mensal em juízo para informar e justificar as atividades, proibição de passar por mais de oito dias sem informar o endereço, proibição de acesso ao 15º BPM e outras dependências militares, proibição de contato com as testemunhas e vitimas do processo, recolhimento domiciliar no período noturno a partir das 19h, afastamento da função pública de policiais militares, suspensão do porte de arma e monitoramento por meio da tornozeleira eletrônica no prazo inicial de 120 dias.", disse o advogado de defesa. 

"Então, o que temos a dizer é que os advogados trabalharam com afinco, fazendo o juíz se pronunciar. E ele usou de uma medida bastante adequada pois, se já desapareceram os requisitos da prisão, não resta outra alternativa a não ser a revogação aos militares envolvidos", continuou.

Relembre o caso

No dia 1° de fevereiro, o empresário Marcos Marcondes foi encontrado morto numa estrada vicinal de São Luís Gonzaga. Com o andamento das investigações, a polícia chegou aos cinco Policiais Militares que até então atuavam no município: Francisco Almeida Pinho, Rogério Costa Lima, Marcelino Henrique Santos Silva, Robson Santos de Oliveira e Gilberto Custódio dos Santos.

Os PM's foram presos e, posteriormente, levados para julgamento não só devido morte do empresário, mas por um caso de tortura e tentativa de homicídio contra o vaqueiro "Riba" por testemunhar a morte de Marcos e também por um suposto furto de carneiros.