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O morador de Lago Verde, Vitor Sousa da Silva, que foi baleado em janeiro deste ano durante uma abordagem por uma guarnição da PM, Verde, morreu na tarde de hoje (11) durante uma cirurgia em São Luís.

Muitos moradores de Lago Verde ficaram consternados com a notícia. A morte Vitor encerra uma longa batalha de mais de dois meses em internações, primeiro em Bacabal e depois na capital, após o incidente no qual foi baleado. A morte foi confirmada pelas 17h após ele ter uma parada cardíaca. 

Vitor tinha 21 anos e foi baleado por um policial militar durante uma abordagem na cidade de Lago Verde. Assim que foi levado ao hospital de Bacabal, foi constatado que ele tinha perdido um rim e parte do intestino, além de não conseguir mexer uma das pernas. O caso ocorreu no dia 1º de janeiro, durante uma abordagem policial, mesmo estando aparentemente rendido. O incidente chegou a ser registrado em vídeo por um morador. 

Nas imagens, é possível ver dois policiais militares abordando o jovem, que coloca as mãos na cabeça. Em seguida, um dos policiais ordena que Vitor fique parado e levante a camisa, nesse momento, o PM dá um tiro à queima-roupa no jovem, que cai no chão.

Uma nota da Secretária de Segurança Pública do Maranhão (SSP-MA) afirmou na época que Vitor estava ameaçando um comerciante com uma faca, no Centro da cidade de Lago Verde. A PM foi chamada para verificar o caso e, quando a equipe chegou ao local, rendeu o jovem e apreendeu uma faca que estava na cintura dele. Em seguida, os policias mandaram Vitor levantar a camisa e, nesse momento, o jovem teria dado a entender que puxaria uma arma e, por isso, acabou sendo alvejado com tiro na altura do umbigo.

Segundo parentes do jovem, ele tem deficiência intelectual e perdeu o controle porque parou tomar os remédios e ingeriu bebida alcoólica. Após as imagens da ação policial circular nas redes sociais, o comando da Polícia Militar do Maranhão (PM-MA) em Lago Verde afastou os policiais envolvidos no caso do trabalho nas ruas.

A SSP-MA também informou na época que o comando da PM-MA abriu um inquérito policial militar para apurar o caso. O resultado do inquérito será levado ao Poder Judiciário. Além disso, os policiais militares, caso seja comprovada a culpa deles, vão responder de acordo com lei. A SSP-MA disse, ainda, que não concorda e nem apoia esse tipo de conduta por parte de policiais militares.

O caso teve repercussão em jornais de nível nacional.

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