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A região do Médio Mearim está sob alerta de risco iminente de inundação devido a problemas mecânicos na barragem do Rio Flores, localizada na cidade de Joselândia. O grande volume de água acumulado na barragem, que está apenas a 3 metros do seu limite máximo, preocupa as autoridades e moradores das cidades ao longo do Rio Mearim, como Pedreiras, Trizidela do Vale, São Luís Gonzaga e Bacabal.

Atualmente, apenas uma comporta de emergência está aberta, enquanto as demais estão emperradas e não podem ser acionadas para liberar a água. Essa situação se torna ainda mais alarmante, pois o período chuvoso rigoroso, que é tradicionalmente o inverno da região, ainda não começou. A previsão é que, com a chegada das chuvas, o volume de água excedente poderá fazer a barragem sangrar, provocando grandes inundações.

A barragem do Rio Flores foi construída justamente para controlar o fluxo de água e evitar inundações nas cidades ribeirinhas, especialmente Pedreiras e Trizidela do Vale. O objetivo inicial era segurar as águas do Rio Flores, um dos maiores afluentes do Rio Mearim, e impedir que o excesso de água chegasse ao Mearim, o que historicamente resultava em enchentes devastadoras na região. No entanto, a falta de manutenção adequada comprometeu a funcionalidade das comportas, agravando a situação atual.

O Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS), responsável pela barragem, é acusado de não prestar um serviço de manutenção adequado. A sede mais próxima do órgão está localizada em Fortaleza, o que tem dificultado uma resposta rápida aos problemas estruturais que surgiram. Há discussões em andamento sobre a possibilidade de transferir a gestão da barragem para a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), que teria maior capacidade de gerenciamento devido à sua proximidade e atuação em outras áreas do Nordeste.

O cenário é preocupante. Com as comportas emperradas e o nível da barragem quase no limite, há temores de que, ao iniciar o período chuvoso, a barragem não consiga suportar o volume adicional de água, resultando em inundações nas cidades ao longo do Rio Mearim. O ideal seria que as comportas fossem abertas gradualmente para liberar a água de forma controlada, antes que as chuvas de inverno se intensifiquem, mas, até o momento, isso não foi possível.

As autoridades locais e os moradores devem permanecer atentos a essa situação de risco, que exige uma solução urgente para evitar um desastre natural na região do Médio Mearim.

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