Dinistas veem Braide como última alternativa; prefeito mantém absoluto silêncio sobre o assunto…
Relação entre os aliados do vice-governador Felipe Camarão e o possível candidato do PSD é de insegurança mútua, com cada lado tentando esgotar ao máximo todas as outras opções de palanque
Desde a última sexta-feira, 6, quando estourou no Maranhão suposta negativa da cúpula nacional do PT de dar apoio ao candidato do MDB, Orleans Brandão – depois desmentida por membros do PT maranhense – este blog Marco Aurélio d’Eça tem buscado todas as lideranças envolvidas na questão, do presidente nacional petista Edinho Silva ao vice-governador Felipe Camarão, passando por membros do PT local, deputados federais e estaduais ligados ao dinismo e muitos, mas muuiiiiitos aliados de Orleans no estado.
O objetivo é esclarecer duas questões básicas:
1 – no disse-me-disse do veto a Orleans, surgiu a informação de que os dinistas já atuavam para levar o PT ao prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD);
2 – na confusão, surgiu a história de que o veto nacional do PT incluía também o próprio Camarão, o que abrira margem para uma candidatura alternativa.
Das respostas que este blog Marco Aurélio d’Eça obteve, do que leu e ouviu no fim de semana, a conclusão é óbvia: há uma espécie de vergonha mútua na relação dos dinistas com Braide, o que os leva a por o prefeito como última alternativa, apenas caso o vice-governador Felipe Camarão não se viabilize como opção própria do PT.
“Todas as nossas forças estão concentradas em candidatura própria do PT, com apoio do Lula”, afirmou o próprio Camarão, posição corroborada também pelo deptuado federal Márcio Jerry (PCdoB).
“A nossa tática eleitoral continua sendo a de construir um projeto vitorioso na base do presidente Lula com a candidatura do Felipe Camarão ao governo. E temos avançado nisso”, afirmou Jerry.
a mesma posição foi declarada pelos deputados estaduais Othelino Neto e Leandro Bello (ambos do PSB);
os dois até admitem debate em torno de Braide, mas reafirmam que o palanque de Camarão é a opção nº 1.
“O indicativo é de apoio à pré-candidatura do Felipe Camarão”, confirmou Othelino.
“O desejo do Lula é claro: Felipe governador e Brandão no Senado”, corroborou Bello.
Citado como opção dos dinistas, o prefeito Eduardo Bride manteve silêncio absoluto sobre o processo eleitoral – aliás, o mesmo silêncio que mantém em relação a todo e qualquer assunto – o que levou a presidente do PT maranhense, Patrícia Carlos, a afirmar que ele busca apenas o lulismo sem Lula; um apoio político sem o desgaste político.
“Braide quer o lulismo, sem ter Lula no palanque”, disse Patrícia.
Nem os os dinistas, nem o próprio Braide rebateram a presidente petista; e a polêmica do palanque petista segue adiante.
Sem solução a curto prazo…
Com informações de Marcos Aurélio d’Eça






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