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O Ministério Público do Maranhão pediu o afastamento cautelar do vice-governador Felipe Camarão (PT), no âmbito de investigação que apura movimentações financeiras consideradas incompatíveis com a renda declarada e o uso de terceiros para circulação de recursos. O pedido também atinge os policiais militares Thiago Brasil Arruda e Alexandre Guimarães Nascimento.

Segundo o procurador-geral de Justiça, Danilo José de Castro Ferreira, a medida busca evitar interferências na investigação, diante do risco de acesso a provas e influência sobre testemunhas. O documento afirma que a permanência no cargo pode comprometer diligências em curso.

"A permanência dos agentes em suas respectivas funções públicas representa um risco atual, grave e iminente à instrução processual", escreveu o procurador no pedido enviado ao Tribunal de Justiça do Maranhão.

A investigação teve origem em relatórios do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) e aponta a existência de um núcleo que teria operado a movimentação de valores por meio de terceiros, incluindo integrantes da segurança do governo. O material descreve repasses, depósitos em espécie e transferências com grande número de beneficiários.

Dados reunidos pelo Ministério Público indicam que Felipe Camarão recebeu R$ 1,72 milhão em créditos salariais no período analisado, além de R$ 4,64 milhões em créditos de outras origens. Também foram registrados 230 depósitos sem identificação de origem e R$ 360 mil em valores fracionados.

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