A Justiça decretou a prisão preventiva da empresária Carolina Sthela Ferreira dos Anjos, acusada de agredir e torturar uma empregada doméstica grávida, de quem ela suspeitava de roubo de um anel. Com a decisão judicial, a expectativa é de que a empresária seja presa ainda nesta quinta-feira (7).

O pedido de prisão ganhou força após o vazamento de áudios atribuídos à empresária, nos quais ela narra as agressões e faz comentários em tom de deboche sobre a vítima. O conteúdo passou a integrar os elementos considerados pelas autoridades durante a investigação.

O caso também provocou desdobramentos dentro da segurança pública. Na quarta-feira (6), a Polícia Militar do Maranhão afastou quatro policiais militares que atenderam a ocorrência registrada no dia 17 de abril. Em um dos áudios divulgados, Carolina afirma que um policial teria reconhecido que os hematomas visíveis no corpo da empregada justificariam sua condução à delegacia, mas que isso não ocorreu devido à amizade entre ambos. O suposto policial citado não teve a identidade revelada.

As investigações agora buscam identificar também o homem apontado como participante das agressões e das sessões de tortura contra a trabalhadora doméstica.

Carolina Sthela já foi condenada anteriormente por falsa acusação de roubo contra uma ex-babá.

A condenação ocorreu em outubro de 2025, pelo crime de calúnia, após Carolina acusar a funcionária de roubar uma pulseira de ouro do filho. Apesar de a sentença prever prisão, a pena foi substituída por prestação de serviços à comunidade, por se tratar de ré primária e com condenação inferior a um ano.