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A Justiça Eleitoral do Maranhão determinou, nesta segunda-feira (1º), a suspensão da divulgação de uma pesquisa eleitoral do Instituto Veritá sobre a disputa no estado. A decisão liminar foi assinada pelo juiz Marcelo Elias Matos e Oka, do Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA), após ação apresentada pelo Avante.

O partido apontou duas supostas irregularidades no levantamento. A primeira envolve a inclusão de perguntas sobre a eleição para presidente da República em uma pesquisa registrada na Justiça Eleitoral apenas para os cargos de governador e senador. Segundo a decisão, os entrevistados responderam a questões sobre a disputa presidencial que não constavam do registro oficial da pesquisa.

O segundo questionamento foi a ausência do deputado federal Duarte Júnior nos cenários estimulados para o Senado. O Avante argumentou que a pré-candidatura do parlamentar já havia sido anunciada antes da realização da pesquisa e que ele figura entre os nomes mais competitivos para a vaga.

Ao analisar o caso, o juiz destacou que a pré-candidatura de Duarte Júnior foi anunciada em 20 de maio, antes da coleta de dados realizada entre os dias 27 e 31 do mesmo mês. “O instituto de pesquisa detém discricionariedade na montagem dos cenários em período não eleitoral, mas esta não se confunde com arbitrariedade”, registrou o magistrado.

Para o juiz eleitoral, há indícios de que o conteúdo apresentado aos entrevistados diverge das informações registradas na Justiça Eleitoral, o que poderia induzir o eleitorado a erro e comprometer a igualdade de condições entre os possíveis candidatos.

A liminar determina a suspensão imediata da divulgação da pesquisa. Em caso de descumprimento, foi fixada multa diária de R$ 10 mil, limitada a R$ 100 mil.

Fonte: Marrapá 


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