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A Justiça do Maranhão decidiu manter a prisão preventiva dos acusados pelo feminicídio de Adriana Oliveira, crime ocorrido em 2025 e que causou grande comoção em Santa Luzia e em todo o estado.

A decisão foi tomada na terça-feira (16), durante sessão da Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Maranhão, que analisou um pedido de habeas corpus apresentado pela defesa dos investigados. Por unanimidade, os desembargadores negaram o recurso e mantiveram os réus presos.

Segundo a decisão, não houve alteração significativa nos fatos ou nas provas já reunidas durante a investigação que justificasse a revogação das prisões preventivas.

Durante a sessão, a defesa argumentou que depoimentos colhidos na fase de instrução beneficiariam um dos acusados, identificado como Valdiley. No entanto, o colegiado entendeu que essas informações não poderiam ser apreciadas no habeas corpus em questão, já que o recurso foi protocolado em fevereiro, antes da realização das audiências mais recentes.

Os magistrados destacaram que eventuais fatos novos poderão ser analisados em um novo pedido judicial, caso a defesa decida apresentar outra medida.

A decisão acompanhou o parecer do Ministério Público do Maranhão, que também se manifestou pela manutenção das prisões após a conclusão das audiências de instrução.

Com isso, os acusados permanecem presos preventivamente enquanto o processo segue sua tramitação normal. O caso poderá ser submetido ao Tribunal do Júri após a conclusão das etapas processuais.

Relembre o caso

A morte de Adriana Oliveira teve grande repercussão no Maranhão. Desde o início das investigações, a Polícia Civil reuniu depoimentos, laudos periciais e outros elementos que embasam a acusação apresentada no processo.

Com a negativa do habeas corpus, a situação dos investigados permanece inalterada até novas decisões da Justiça.

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