A pedido de dois vereadores da oposição, Ministério Público vai à Justiça para tentar barrar empréstimo de R$ 20 milhões da Prefeitura de Lago-Açu
Depois de reclamar que o município está sofrendo bloqueios judiciais por dívidas deixadas por ex-gestores, prefeita Professora Cici agora pretende contrair um empréstimo milionário.
A prefeita Professora Cici, de Conceição do Lago-Açu, está enfrentando mais uma situação complicada. Recentemente, ela gravou um vídeo explicando que o município estava atrasando o pagamento de salários por conta de bloqueios judiciais relacionados, segundo ela, a dívidas deixadas por administrações anteriores. Agora, a prefeitura pretende contrair um novo empréstimo de até R$ 20 milhões junto ao Banco do Brasil.
O empréstimo seria destinado à construção de usinas de energia solar e à pavimentação de ruas. O projeto foi aprovado pela Câmara Municipal no dia 25 de setembro, em uma sessão que contou com a presença de apenas cinco dos nove vereadores. Foram dois votos favoráveis, dois contrários e o voto de desempate da presidente da Câmara, Raimunda Santos.
Mas dois vereadores da oposição, Truman Oliveira e João Paulo Ferreira Sousa, não aceitaram a forma como o projeto foi aprovado e procuraram o Ministério Público.
O órgão analisou a representação e, no dia 16 de outubro, entrou com uma ação na Justiça pedindo a suspensão da operação financeira.
Segundo o Ministério Público, faltam estudos técnicos que comprovem a capacidade de endividamento do município, além de intormações sobre os juros, as condições de pagamento e o impacto dessa dívida nas contas públicas. O órgão também questionou a falta de detalhes sobre as obras que receberiam os recursos.
Agora, meus amigos, fica uma pergunta: se a prefeitura já enfrenta dificuldades financeiras e bloqueios judiciais por dívidas antigas, será que é o momento de assumir uma nova dívida de R$ 20 milhões? É justamente essa preocupação que coloca o empréstimo no centro da discussão.
O Ministério Público pediu que a Justiça impeça a contratação do financiamento ou suspenda seus efeitos, caso já tenha sido assinado, até que a prefeitura apresente toda a documentação exigida. O pedido ainda depende de decisão judicial.






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