A reclamação veemente iniciada pelo vereador Mano, a partir da Tribuna Câmara de Vereadores, sobre o silêncio da prefeitura de Poção de Pedras e do Instituto Ludus em relação à divulgação do resultado do concurso público realizado no final de dezembro, gerou algum resultado. Pelos menos dá para saber como anda esse processo! Ah! O processo não existe!

Vamos por parte. O presidente da Câmara Vereador Walney, observando e sentindo a polêmica cada vez mais forte em sua porta, designou uma Comissão da Câmara para acompanhar esse processo. O Vereador Walney indicou, como membro dessa comissão, os vereadores Leandro do Leão, Júlio Cesar e Adaílza. Inexplicavelmente, o Vereador Mano ficou de fora da Comissão. Mano, claro, ficou triste por não fazer parte da Comissão, levando em conta ter sido ele o vereador que ressuscitou o assunto do Concurso até então esquecido pelo grande público, mas lembrado a todo instante pelos três mil inscritos. Mano tomou a defesa desses inscritos tanto na Câmara como em reunião na Promotoria.

A Comissão marcou uma audiência com o Dr. Rômulo, magistrado que responde temporariamente pela Comarca de Poção de Pedras. Antes da reunião, imagino que os vereadores da Comissão, montada pelo ilustre presidente da Casa, ficaram meio tontos, numa espécie de crise de legitimidade: “Como é que vamos comparecer diante do juiz sem o Mano, já que foi ele que começou essa zuada toda?”

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Não deu outra. O Vereador Mano foi chamado para participar da reunião, não como membro, mas como convidado. Com simplicidade, pensando não em promoção pessoal, mas nos três mil inscritos, Mano aceitou o convite e acompanhou os colegas membro da Comissão.

Na reunião com Dr. Rômulo Lago e Cruz veio a grande surpresa: Dr. Rômulo informou aos vereadores Júlio Cesar, Leandro, Adailza e Mano que não existe nada correndo na Justiça relacionada ao Concurso Público de Poção de Pedras. Até onde o juiz sabe e deixou bem claro aos vereadores foi que a divulgação do resultado do concurso se transformou numa questão administrativa entre a Prefeitura e o Instituto Ludus.

Segundo o magistrado, a Prefeitura teria enviado um pedido de suspensão da divulgação do resultado do Concurso Público, justificando o decreto de Estado de Emergência no município de Poção de Pedras, portanto, não teria condições financeiras de absorver mais essa leva de funcionários e arcar com seus ordenados. O Instituto Ludus acatou o pedido ou a determinação da prefeitura. (Houve um decreto assinado pelo prefeito Jr. Cascaria, publicado no Diário Oficial do Estado, suspendendo a divulgação do resultado do concurso).

Trocando em miúdos, senhores inscritos, não há nada na justiça, pelo menos na Comarca de Poção de Pedras, correndo contra a prefeitura e o Instituto Ludus para obrigá-los a divulgar o resultado do concurso. Ou seja, do jeito que está eles divulgarão o resultado no dia em que QUISEREM e se QUISEREM!

E se for assim mesmo, a culpa dessa situação de dormência não é da Prefeitura e nem do Instituto Ludus, é dos próprios inscritos que nunca se reuniram para acionar judicialmente o Município e o Instituto Ludus para que a Justiça os obrigue a divulgar o resultado.

Vocês conhecem um advogado?