Simplício Araújo voltou a ativa e crítica boicote do Governo Federal
1
Comentários
Notinha da noite
O deputado federal Simplício
Araújo (SD/MA) criticou, nesta quarta-feira (5), o boicote que está sendo
feito, pelo governo federal, para atrasar a votação, no Senado, do Projeto de
Lei Complementar 117/2013, que estabelece que a guarda dos filhos deverá ser
compartilhada, mesmo no caso de desacordo entre os pais separados.
Para o parlamentar as manobras
que estão sendo feitas pelo governo são inaceitáveis e incabíveis.
Continua...
"É um projeto que tem
como principal beneficiário o menor, a criança. Trata-se de um grande avanço,
pois proporciona a continuidade da relação dos filhos com pais, visando, sempre,
o direito da criança. Não se pode aceitar que o governo utilize manobras para
que o projeto não seja votado. A guarda compartilhada poderá evitar, em muitos
casos, a alienação parental", afirmou o deputado.
A proposta, que já passou
pela Câmara, altera o Código Civil para prever que o juiz deverá determinar
essa modalidade de cuidar e educar a criança nos casos em que o pai e a mãe
tiverem condições de mantê-la.
O texto ressalva que a
guarda compartilhada só será aplicada se cada um dos pais estiver apto a
exercer o poder familiar e se eles também tiverem interesse na guarda.
Atualmente, o uso desse
regime, nos casos em que não há acordo entre pai e mãe, não é obrigatório. De
acordo com o Código Civil, se essa situação ocorrer, a guarda será aplicada
"sempre que possível" pelo juiz de família.
A proposta deixa claro que
caberá ao magistrado dividir de forma equilibrada o tempo entre os pais na
guarda compartilhada. O juiz terá de levar sempre em consideração "as
condições fáticas e interesses dos filhos". Pelo texto, o regime também
fixará como base de moradia do filho a cidade que melhor atender a seus
interesses.
O texto obriga qualquer
estabelecimento público ou privado a prestar informações para pai e mãe sobre
filhos que estão em regime de guarda compartilhada. Se a regra não for
cumprida, o estabelecimento poderá levar uma multa de R$ 200 a R$ 500 por dia
até o atendimento do pedido.
Manobra
do governo
O Senado poderia desde a
semana passada ter votado o Projeto de Lei Complementar 117/2013. Mas, graças a
uma incompreensível manobra do governo, o projeto vem seguidamente sendo
retirado da pauta de votação no plenário. A última manobra foi protagonizada
pelo senador Romero Jucá (PMDB-RR), que na terça-feira 4 encaminhou o texto
para apreciação da Comissão de Assuntos Sociais (CAS), evitando assim que o
mesmo pudesse ser aprovado ainda essa semana.
Na semana passada, quando o
projeto estava a ponto de ser submetido ao plenário, Humberto Costa (PT-PE),
líder do governo no Senado, apresentou requerimento pedindo que o projeto fosse
novamente discutido em uma comissão legislativa. A reação foi imediata.
Entidades de defesa dos direitos e do bem estar das crianças e dos
adolescentes, além de especialistas em educação e desenvolvimento infantil,
passaram a tratar o senador como “uma pedra no calçado de 20 milhões de
crianças e adolescentes filhos do divorcio”, enviando mensagens de protestos
nas redes sociais do senador e também do ex-presidente Luiz Inácio Lula da
Silva.
Com
informações Istoé







1 Comentários
Moço, esses políticos tem que brigar com o governo é por esse aumento absurdo nas contas de energias e da gasolina, pois os corruptos sucateiam o dinheiro da pétrobras e a gente é quem paga o pato. Os safados já estão todos soltos, e em poucos anos estão ai candidatos novamente. Saudades do Joaquim Barbosa.
ResponderExcluir