Os servidores municipais de Lagoa Grande do Maranhão vêm passando por uma situação no mínimo constrangedora. O fato é que funcionários da prefeitura que têm empréstimos consignados com a Caixa Econômica Federal e Bradesco estão com seus nomes no SPC e Serasa.

Acontece que as parcelas dos consignados vem sendo descontadas regularmente, mas não estão sendo repassadas aos bancos. Isto faz com que os servidores recebam cartas do SPC e Serasa causando constrangimento e indignação. Teoricamente, eles estão adimplentes, pois o dinheiro é descontado nos seus contra-cheques, entretanto, na prática o dinheiro referente às parcelas não chega até os bancos. Isso faz com que os servidores questionem para onde está indo esse dinheiro.

De acordo com as informações dos bancos, a Prefeitura de Lagoa Grande do Maranhão está com 3 meses, já adentrando no quarto mês consecutivo que não faz os repasses. Ao procurar a Prefeitura para buscar explicações sobre o caso, a resposta que se tem é que tudo vai ser resolvido, mas a situação já perdura por mais de noventa dias.

Frisa-se que os gestores, no caso o prefeito Chico Freitas e alguns de seus secretários, cometem improbidade administrativa, fere a LRF – Lei de Responsabilidade Fiscal, ao se apropriar indevidamente das parcelas que são descontadas dos servidores.

O professor Damião Alencar, presidente do Sinproessema, núcleo Lagoa Grande, usou as redes sociais para falar sobre o grave problema. 

"Boa noite a todos!

Hoje estive com Dr. Mário tratando acerca de algumas questões, dentre elas os empréstimos  consignados.

Vamos procurar aqui esclarecer da seguinte forma:

Já existe uma ação contra o Banco Bradesco em razão dos juros abusivos cobrados indevidamente e outra contra a Caixa Econômica devido a questão das cartas cobranças.  As ações  são por danos morais.

Nesse caso citado fui informado que o banco Bradesco ofereceu um valor indenizando uma das pessoas que entrou com ação, cujo valor foi aceito pela professora, restando agora pagamento por parte do banco Bradesco.

Vale lembrar que as ações são individuais e saiu apenas uma decisão até o momento.

No que se refere aos 03 meses de atraso, informações trazidas a partir de mensagens postadas neste grupo e, diga-se de passagem são verdadeiras, a orientação a mim dada foi a seguinte: 

Procurar a administração, cobrar a regularização imediata dos débitos e fazer o acompanhamento do caso. Constatando a falta do pagamento, ou seja, se a administração não regularizar a situação, cabe ao Sinproesemma buscar junto ao banco Bradesco e Caixa Econômica, extrato que comprove a pendência das parcelas. Tendo em mãos o contra-cheque demonstrando que a parcela foi descontada, por outro lado o documento expedido pelo banco mostrando a existência da parcela em que o município recolheu e não passou aos bancos, aí sim pode denunciar no Ministério Público o ato de improbidade cometido pelo gestor.

Dr. Mário advertiu que fazer a denúncia direta sem documentos comprobatórios não surtirá efeito tendo em vista que a qualquer momento o município pode fazer o pagamento junto aos bancos e alegar que não deve e assim sucessivamente.

Grato pela compressão, agradeço e prometo empenho no sentido de cobrar da gestão  municipal soluções imediatas no que se refere ao caso em particular", disse o presidente do Sinproessemma. 

Anexo 1 - Mostra que a prefeitura desconta os consignados dos servidores 



Anexo 1 - Mostra que o Serasa colocou os servidores no vermelho por conta do não repasse do dinheiro para os bancos