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O Hospital do Câncer Aldenora Bello, em São Luís, está passando por uma crise preocupante e que vem se intensificado nos últimos meses. A unidade hospitalar é o único Centro de Alta Complexidade em Oncologia (CACON) no Estado do Maranhão, e trata diversas pessoas diagnosticadas com câncer, inclusive crianças. Entre elas está a pequena Naiely, moradora do bairro Aeroporto, em Trizidela do Vale (MA). Assim como muitas outras crianças, Naiely já está há 2 meses sem dar continuidade ao tratamento, devido a dificuldades financeiras enfrentadas pelo Hospital Aldenora Bello. A Prefeitura de Trizidela do Vale tem custeado a família em São Luís, porém, a criança precisa do tratamento que era fornecido pelo hospital do câncer. 

No último dia 2, os Serviços de Pronto Atendimento (SPA) e cirurgias do hospital foram suspensos devido a riscos de desabastecimento de oxigênio e medicamentos. Esta não é a primeira vez que o centro enfrenta problema parecido. No mês de abril deste ano, aconteceu uma interrupção nos serviços semelhante a ocorrida neste mês. 

Segundo informações, além das suspensões, o hospital também está sofrendo com a falta de insumos e de medicamentos, visto que as verbas recebidas do Serviço Único de Saúde (SUS) são insuficientes e que o Governo do Estado não tem repassado o dinheiro para manter o hospital.

Manifestação

As mães e pais das crianças que precisam do tratamento de quimioterapia, disponibilizado pelo hospital, inclusive os pais da pequena Naiely, já se mobilizaram no intuito de providenciar o tratamento que é necessário aos pacientes do Adenora Bello. Eles acionaram o Ministério Público e recorreram na Defensoria Estadual do Maranhão. Porém, a luta contra o câncer é uma luta contra o tempo. E com o objetivo de chamar a atenção das autoridades e do público em geral para a causa, as mães e a equipe da pediatria estarão se reunindo em uma manifestação a ser realizada nesta sexta-feira (18), a partir das 07h, na Praça Deodoro, localizada na capital São Luís.

"Saiu um noticiário no dia 02 de outubro falando sobre a crise que o Hospital Adenora Bello tava passando, só que poucos dias depois saiu outro noticiário dizendo que tava tudo em ordem. E tem muitas autoridades, muita gente achando que tá tudo ok, mas na verdade tá em crise, não tá tendo nada", afirmou a mãe da menina Naiely.




Déficit do SUS


Ao ser questionada, a Direção do hospital, através do vice-presidente da Fundação, Antonio Dino Tavares, informou que as dificuldades são geradas em consequência de um déficit do SUS de pouco mais de R$ 1 milhão, pois a instituição é mantida, em 90%, pelo Sistema Único de Saúde. Segundo ele, o hospital gasta R$ 5,6 milhões em atendimento e recebe R$ 4,5 milhões pelos serviços prestados. O Governo do Estado já ajudou com alguns convênios.

“Esse é o motivo da suspensão do SPA, por causa desse déficit. Já foram feitos alguns empréstimos bancários, mas agora não deu mais para segurar”, lamentou. O vice-presidente da Fundação contou que um motor de ar comprimido quebrou, o que levou à interrupção das cirurgias no hospital. “Estamos dependendo da solução desses problemas para reagendarmos as cirurgias e retornarmos os Serviços de Pronto Atendimento, que são os de emergência”, explicou Dino.


Comunicado

A direção do Hospital Aldenora Bello emitiu um comunicado no qual informa sobre a suspensão dos Serviços de Pronto Atendimento. No texto, é solicitado aos pacientes oncológicos que se desloquem às Unidades de Pronto Atendimento (UPA), Socorrões ou ao Pronto Atendimento Oncológico do Hospital Geral, nos casos de necessidade de atendimento de emergência.

Veja também:

Professor e aluno da Escola de Música João Meneses visitam hospital do câncer em São Luís
https://www.carlinhosfilho.com.br/2019/07/professor-e-aluno-da-escola-de-musica.html
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Informe da ALEMA