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O Poder Judiciário da Comarca de Esperantinópolis realizou nos dias 25 e 29 de setembro duas sessões do Tribunal do Júri. Nos dois julgamentos, o réu Romário da Silva Rocha foi julgado e condenado por crimes diferentes. 

No primeiro julgamento, ele estava sendo acusado de ter matado a tiros o homem identificado como Edinaldo Pereira Silva. Segundo a denúncia deste caso, Romário teria, na data de 25 de janeiro de 2015, por volta das 22h, assassinado a vítima a tiros. As sessões foram presididas pela juíza titular Urbanete de Angiolis.

Na data do crime, Edinaldo estava bebendo no Bar do Zaqueu, localizado no Povoado Lagoinha, com alguns amigos. Depois de passarem um certo tempo no local, eles resolveram ir até a Palhoça do Fernando, em Esperantinópolis. 

Edinaldo ia dirigindo uma motocicleta com uma amiga na garupa. Quando ele estava na Rodovia MA-012, indo em direção ao bar, foi alvejada por Romário e perdeu o controle da motocicleta, colidindo numa cerca do outro lado da rodovia. A vítima faleceu no local.

A mulher que estava na garupa não foi atingida pelos tiros e afirma não ter conseguido ver quem efetuou os disparos. Porém, no decorrer dos dias já com as investigações em curso, os pais da vítima Miguel Alves, Maria Salete) e mais um cunhado, afirmaram que o réu passou a vigiá-los, a fazer perguntas sobre a autoria do crime e a ameaçar a família por ter descoberto que ele teria executado a vítima. 

O Conselho de sentença reconheceu a autoria e a materialidade atribuídas a Romário, condenando-o. Por este crime, ele recebeu a pena de 16 anos e meio de prisão, a ser cumprida inicialmente em regime fechado.

Segundo julgamento

Na segunda sessão, quatro dias depois, Romário da Silva Rocha foi julgado junto com os homens Natanael Neres Ferreira, conhecido como ‘Gordo’ e Glauber Farias Dias. Eles estavam sendo acusados da morte de José Almir Mendonça, crime ocorrido em 20 de fevereiro de 2015. 

O crime ocorreu na zona rural do Município de São Raimundo do Doca Bezerra, quando a vítima José Almir, conhecido por ‘Branco’, foi alvejada por disparos de arma de fogo enquanto trafegava em sua motocicleta em direção à sede municipal.

Ainda de acordo com a peça acusatória, a vítima foi atingida por seis disparos de arma de fogo e, durante as investigações, testemunhas afirmaram que os homens foram vistos, todos armados, no local onde estava o corpo de José Almir. 

Assim, diante da prova da materialidade suficiente de autoria, os réus foram denunciados pelo crime. Após a análise dos quesitos, o Conselho de Sentença optou por condenar os réus. Natanael Neres Ferreira, o Gordo, recebeu a pena de 14 anos e 9 meses de prisão. O réu Gláuber Farias Dias recebeu a pena de 13 anos de reclusão. Por fim, Romário da Silva Rocha recebeu a pena de 13 anos de prisão. Todos os condenados deverão cumprir a pena, inicialmente, em regime fechado.

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