A prisão do empresário Josival Cavalcanti da Silva, conhecido como “Pacovan” na manhã desta quinta-feira (03) no bojo da Operação “Ágio Final” é apenas a ponta do iceberg no que pode desencadear na desarticulação de uma organização criminosa especializada no esquema de venda de emendas parlamentares envolvendo deputados federais maranhenses.

A partir da denúncia feita pelo prefeito de São José de Ribamar, Eudes Sampaio (PTB) que acusa o agiota Pacovan de reivindicar percentuais de recursos do setor da Saúde, a Polícia Federal começou investigar a participação de lobistas em venda de emendas e, certamente, alcançará os deputados arrolados nessa trama.

Eudes afirmou que o agiota lhe procurou cobrando entre 20% a 30% de R$ 5 milhões repassados pelo Ministério da Saúde para uma conta da gestão municipal. 

Ainda de acordo com a versão de Eudes, ele não fez nenhum acordo com “Pacovan” e tampouco pediu repasses financeiros extras na área da Saúde para sua gestão sob a contrapartida de devolver [leia-se propina] parte desse recurso ao agiota.

O prefeito derrotado nas urnas destas eleições municipais e que assumiu o comando da cidade balneária após a renúncia de Luís Fernando em março de 2019, ainda afirmou a Federal que estava sendo ameado até de morte por Pacovan. E que o agiota e seus capangas chegaram a entrar na sua casa sem sua permissão. 

Se for concretizado o que vem sendo desenhado, esse escândalo envolvendo recursos públicos, empresários, lobistas, agiotas e muitos deputados, deverá “rachar” ao meio o sistema político maranhense.

- Com informações de Domingos Costa