Artistas de Dom Pedro estão se mobilizando para conseguir apoio do município.

O município de Dom Pedro, assim como as demais cidades do Maranhão, passa por um momento de restrições quanto às festividades e outros tipos de eventos com potencial de reunir aglomerações. Porém, a classe dos músicos está desamparada desde o início da pandemia, pois nunca receberam nenhum auxílio financeiro para compensar esse período em que estão inativos por conta do distanciamento social. 

Os artistas querem que a prefeitura disponibilize ao menos algum recurso para apoiar a classe, que em Dom Pedro é formada por muitos nomes, não só de músicos principais, mas também de apoio, que vivem exclusivamente de música e precisam urgentemente de algum suporte.

No ano passado, ainda na gestão de Alexandre Costa, a Secretaria de Cultura de Dom Pedro recebeu mais de R$ 130 mil da Lei Aldir Blanc, recurso este que era para ser direcionado para os artistas que ficaram desamparados. 

Porém, a secretaria fez muitas exigências para que os músicos pudessem receber a quantia, exigências essas que, de acordo com os artistas, chegavam a ser abusivas. Dos músicos do município, apenas um guitarrista recebeu. 

Dentre as exigências absurdas para receber o auxílio, chegaram até mesmo a cobrar vídeos do artista se apresentando há 10 anos atrás, tudo para provar que o candidato de fato vive de música. Nem mesmo Kiko Maranhão, que todos em Dom Pedro sabem ser um nome profissional, conseguiu escapar dessa exigência. 

"O que está acontecendo conosco acontece no Brasil inteiro. Os músicos estão abandonados, ninguém nos ajudou. Já faz um ano que fiz meu último show, e de lá pra cá só Deus sabe o que venho enfrentando. Saiu prefeito, entrou prefeito e até hoje ninguém nunca se manifestou para nos ajudar. O dinheiro da Lei Aldir Blanc veio para a cidade, mas os músicos não receberam, e sim, outras pessoas diferentes... estamos sem ninguém para dar uma palavra por nós, como vivemos totalmente de música fica difícil.", disse Kiko Maranhão.

A classe artística alega que já tentou diversas reuniões com as autoridades municipais, porém, nunca são recebidos. Em uma nota publicada, os músicos alegam que são a favor do Decreto Municipal para evitar a proliferação do vírus, mas que desejam apenas um auxílio emergencial da prefeitura para minimizar os impactos financeiros sobre a categoria.