Ao completar mais de 100 dias de governo, a gestão da prefeita Cibele Napo"leão" em Santo Antônio dos Lopes revela um retrato preocupante da administração pública. Enquanto a propaganda tenta sustentar uma imagem de organização e elegância, a realidade nas ruas e nos setores essenciais do município é de abandono, desrespeito e desgaste social.

A começar pela educação, que enfrenta um dos episódios mais revoltantes: mais de 100 dias sem merenda escolar. Em um município onde muitas famílias dependem da merenda como suporte nutricional para seus filhos, essa falha não é apenas administrativa — é desumana.

Na saúde, os relatos são ainda mais graves. A secretária da pasta, segundo comentários recorrentes entre servidores e usuários, tem demonstrado falta de critério e humanidade no trato com a população em especial da zona rural, e profissionais da área. Isso gera não apenas desorganização, mas o agravamento do sofrimento de quem precisa de cuidado.

A situação dos funcionários contratados também é alarmante: muitos estão sendo pagos apenas com o salário-base, sem os complementos devidos. Uma prática que, além de ilegal, desvaloriza o servidor e mostra a frieza com que o governo lida com quem sustenta a máquina pública.

O mais curioso — e trágico — é que, mesmo com tantos problemas, os servidores relatam se sentirem mais oprimidos trabalhando do que se estivessem sem função. Isso evidencia um ambiente de trabalho tóxico, onde o medo, a perseguição e a pressão superam qualquer senso de valorização ou meritocracia.

Como se não bastasse, a prefeitura tem recorrido sistematicamente a Atas de Registro de Preços por adesão, mecanismo legal, mas que, se mal utilizado, abre margem para falta de transparência e favorecimentos. Enquanto isso, a folha de pagamento segue sendo quitada com dificuldades, “aos trancos e barrancos”, revelando o descontrole financeiro da gestão.

A prefeita Cibele Napo"leão", parece ter trazido para a administração pública o mesmo glamour de um desfile de moda.

Continuação...

 Nascida em berço de ouro, acostumada desde pequena a ser a "dona da Boneca", agora brinca de prefeitura como se fosse mais uma extensão do seu closet de luxo.

No lugar de projetos sociais, exige elegância. No lugar de planejamento, cobra bom gosto. Seus secretários, coitados, vivem mais preocupados em manter o blazer alinhado do que em alinhar a saúde, a educação ou a folha de pagamento. Ser "chique e refinado" virou critério técnico para compor o governo — talvez mais importante que competência ou compromisso com o povo. A gestão virou uma vitrine de vaidades, onde a realidade do povo é apenas um detalhe fora de moda.

Nas ruas, o sentimento é uníssono: Cibele Napo"leão" é só quatro anos. O grito de “Volta Bigu” ecoa em cada esquina, não apenas por

saudosismo, mas como um lamento coletivo, porque diante do atual cenário, muitos reconhecem que eram felizes e não sabiam.

Santo Antônio dos Lopes não clama por luxo, nem por maquiagem política. Clama por respeito, eficiência e humanidade. O povo não quer brilho — quer merenda nas escolas, saúde digna, infraestrutura e salários pagos em dia. Nada mais justo.

Assinado: a voz do povo.