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O Carnaval da capital acabou virando um grande ímã que atrai gente e recursos de todo o Maranhão. A disputa para ver quem faz a maior festa em São Luís concentrou grandes atrações, elevou os investimentos e mudou a dinâmica do Carnaval no interior do estado.

Com os artistas priorizando a capital, os cachês dispararam e ficaram fora da realidade da maioria dos municípios menores. Para muitas prefeituras do interior, a conta simplesmente não fecha.

Além do custo elevado, há outro fator decisivo: o público. Muitos foliões deixam suas cidades para curtir o Carnaval na capital, esvaziando as festas locais justamente nos dias oficiais. Diante disso, várias gestões passaram a questionar se vale a pena investir alto em atrações que não conseguem atrair público suficiente.

O resultado já começa a aparecer. Muitos municípios decidiram não realizar Carnaval no período tradicional. A alternativa encontrada tem sido apostar apenas no lava-prato, realizado após o Carnaval, quando os cachês dos shows caem, há maior disponibilidade de artistas e o público volta a prestigiar os eventos locais.

Essa decisão não representa o fim da tradição, mas uma escolha por responsabilidade. Em vez de entrar numa disputa desigual, os municípios do interior optam por planejamento e equilíbrio, mantendo a festa de forma sustentável e com cuidado com o dinheiro público.

No fim, a questão não é quem faz o maior Carnaval, mas quem governa com consciência e respeito aos recursos da população.

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