Será que o prefeito Adailson Machado vai apoiar um "Candidato do Bolso" a sua sucessão em Paulo Ramos?
Em Paulo Ramos, já tem gente dizendo que Adailson Machado não vai cumprir a promessa de escolher o mais forte do grupo para sucedê-lo.
Nas rodas de conversa da política de Paulo Ramos, os comentários começam a ganhar força. Tem gente dizendo que o prefeito Adailson Machado não está mais pretendendo manter a palavra que ele mesmo divulgou de que o candidato à sua sucessão, em 2028, seria escolhido entre as lideranças mais fortes do seu grupo político. Nada de coloxar um candidato do bolso.
Segundo essas conversas de bastidores, o prefeito já estaria pensando manobrando um outro cenário.
Primeiro surgiram rumores de que dois irmãos do prefeito estariam tentando implacar as filha na sucessão. Como sobrinho e sobrinha podem, sim, ser candidatos à sucessão do tio, já teria irmãos brigando pra colocar a filha. Tem portanto dois irmãos concorrendo pra colocar a filha, cenário que lembra recentemente o prefeito Lindomar, que colocou a sobrinha e o prefeito Tancledo que também colocou a sobrinha. Nenhuma das candidaturas teve êxito e o povo de Paulo Ramos se lembra disso.
Talvez seja por isso que Adailson Machado esteja com outra carta na manga. Em vez de colocar um aliado natural e de peso político como o vice prefeito Weltran ou presidente da Câmara Afrânio do Leó, ele tá sinalizando apoiar o que ba região se chama "Candidato de Bolso", tipo um motorista, um segurança, um vaqueiro, um guaxeba de confiança pra ele continuar mandando na prefeitura. Candidato do Bolso é um laranja e esse Laranja já tá circulando com o prefeito pra onde ele vai em seu carro.
Se isso realmente acontecer, alguns nomes citados que hoje aparecem naturalmente na disputa acabariam ficando de fora. É o caso do vice-prefeito Weltran e do presidente da Câmara, Afranio do Leó, que poderiam ter pretensões legítimas dentro do grupo político. A pergunta que muita gente faz é: será que eles estão sabendo dessas movimentações? Ou ainda acreditam que a escolha será feita de forma aberta entre as lideranças do grupo?
O assunto chama atenção porque a política paulo-ramense tem exemplos recentes de gestores que tentaram transferir votos para nomes escolhidos praticamente de forma pessoal. Nenhum deu certo.
O próprio Adailson, em Marajá do Sena, durante uma eleição para prefeito, criticou em palanque o então prefeito Lindomar Araújo por apoiar uma candidata do bolso e jurou que jamais faria isso. Tem até vídeo desse discurso.
No fim das contas, quem vai decidir é o eleitor de Paulo Ramos. Mas uma coisa é certa: se o prefeito realmente abandonar o discurso de que escolheria o nome mais forte do grupo para optar por um candidato que nunca se apresentou como político, corre o risco de perder a eleição e também parte da liderança que conquistou nos últimos anos. Os Araújo que o digam.






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