Gás sai do nosso chão, mas botijão custa R$ 135 nos municípios do Médio Mearim; proposta de Dr. Hilton quer mudar essa realidade
Quem mora em Pedreiras, Trizidela do Vale e nas cidades do Médio Mearim conhece bem essa realidade: hoje, um botijão de gás de cozinha de 13 quilos chega a custar cerca de R$ 135 por aqui. É um valor pesado para o bolso das famílias, principalmente quando lembramos de um detalhe que chama atenção: nós vivemos em cima de uma das grandes riquezas de gás natural do Maranhão.
O gás está no subsolo da nossa própria região. Há produção em Santo Antônio dos Lopes e exploração de gás em municípios da Bacia do Parnaíba, incluindo áreas próximas de Lima Campos e Capinzal do Norte. É uma riqueza que movimenta toda essa parte do Maranhão e que, por meio de gasodutos, chega às estruturas de processamento instaladas em Santo Antônio dos Lopes.
Foi olhando para essa realidade que Dr. Hilton Gonçalo levantou uma discussão importante: se temos gás debaixo dos nossos pés, por que não aproveitar melhor essa riqueza aqui mesmo? A proposta é criar no Maranhão a estrutura industrial necessária para processar os componentes usados na produção do GLP e fazer também o envasamento dos botijões dentro do estado, gerando empregos, renda e tentando reduzir o preço que chega ao consumidor.
E aí voltamos para a nossa realidade. R$ 135 em um botijão de 13 quilos é muito dinheiro. Imagine uma família que precisa comprar um botijão todo mês. São R$ 1.620 por ano somente com gás de cozinha. Se uma estrutura instalada aqui permitisse diminuir R$ 10, R$ 15 ou até mais no preço final, seria uma economia que faria diferença no bolso de milhares de famílias do Médio Mearim e de todo o Maranhão.
Segundo os números apresentados na proposta, o Maranhão consome aproximadamente 255 milhões de quilos de gás de cozinha por ano, o equivalente a cerca de 19,6 milhões de botijões de 13 quilos. Considerando um preço médio estadual de R$ 110, esse mercado movimentaria aproximadamente R$ 2,16 bilhões por ano. Uma redução de apenas R$ 10 por botijão representaria perto de R$ 196 milhões de economia anual para os consumidores.
Mas não seria somente gás mais barato. Uma cadeia de processamento, envasamento, distribuição e transporte instalada aqui poderia movimentar Santo Antônio dos Lopes, Lima Campos, Capinzal do Norte, Pedreiras, Trizidela do Vale e toda a região. Seriam oportunidades para motoristas, técnicos, operadores, engenheiros, oficinas, transportadoras, empresas fornecedoras, comércio e pequenos empreendedores. O dinheiro circularia mais perto de onde essa riqueza é produzida.
É claro que não basta simplesmente tirar o gás do poço e colocar dentro do botijão. O gás de cozinha, o chamado GLP, depende de processamento industrial específico, além de investimentos, estudos de viabilidade, licenciamento ambiental, infraestrutura e logística. Mas é justamente isso que a proposta de Dr. Hilton pretende colocar em discussão: criar essa estrutura dentro do Maranhão para agregar valor ao gás produzido no nosso estado.
Para nós do Médio Mearim, essa discussão tem um significado ainda maior. A riqueza passa pelo nosso chão, mas precisamos sentir seus benefícios também dentro de casa. Se temos gás sendo produzido em nossa região, é justo discutir maneiras de transformar essa riqueza em empregos, renda, arrecadação e, quem sabe, num botijão mais barato para quem hoje precisa desembolsar R$ 135 para cozinhar o alimento da família.





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