Câmara de Vereadores de Poção de Pedras

Quase ninguém ouve ou participa de comentários sobre as eleições para presidente da Câmara de Vereadores de Poção de Pedras. Esse tema deveria tomar de conta de todas equinas e senadinhos poçopedrenses. Parece, no entanto, que nossos parlamentares eleitos para a legislatura de 2013 a 2016 estão desinteressados quanto a esse pleito e, talvez, deixem a disputa pelos cargos da mesa diretora para o mês de dezembro, quem sabe até, a briga comece lá para a última semana do ano. Então, naquele período, os nossos onze excelentíssimos Edis vão escolher, entre eles, o digníssimo presidente da Casa, o terceiro nome no quadro sucessório ao poder executivo municipal e, depois do prefeito, o cargo de maior prestigio e cobiça dentro do município.

Mas como as aparências enganam a nós, eleitores medianos! A guerra pelo cargo de presidente já começou e o bicho está solto nos bastidores políticos da eleição, que oficialmente, somente acontecerá no dia 1º de janeiro de 2013.

O único nome que tem despontado até agora, é o do vereador Valney. Ele é o queridinho de Jr. Cascaria e como o grupo do Cascaria fez a maior quantidade de cadeiras na Câmara de Vereadores (seis das onze), bastaria o prefeito eleito indicá-lo que seus colegas aceitariam sem chorumelas. Valney deveria sim, ser o nome de consenso entre os colegas eleitos do grupo; será preciso lembrar que Valney e Ângela foram os dois vereadores que apoiam a candidatura de Cascaria até o fim. Ângela foi agraciada com a Secretaria da Educação e o Valney, caberia de direito, como prêmio pela sua lealdade ao Cascaria e ao grupo, receber essa indicação honrosa e seus colegas se sentiriam a vontade para votarem nele. Nesse caso, não há nada de imposição aos seis e sim uma acomodação justa.

Mas essa história está no condicional. Seria... A realidade é outra. Na política poçopedrense o que mais tem é rasteira, golpe baixo, traições, “percussões” e jogo de interesse na calada da noite (quem diga o Gigi). Alguns dos futuros colegas do Valney estão pouco se importando da fidelidade dele e o que ele fez pelo grupo. Esses eleitos adormecem e acordam sonhando e pensando na mágica possibilidade de abiscoitarem o precioso cargo de presidente da Câmara de Vereadores, que além de substituir o prefeito, em determinadas ocasiões, decide a pauta das discussões e votações da casa, nomeia e contrata funcionários e administra algo em torno de 7% do FPM. Não é uma coisa boa ser o presidente da Câmara de vereadores?

Eu penso que Cascaria, ainda anda vivendo o idílio de sua eleição de prefeito: de festa em festa, de viagem em viagem, de churrasco em churrasco, e não tenha entrada, de fato, nessa empreitada complicadíssima ou não tenha se dado conta também dos perigos que corre. Eleição de Câmara para um prefeito experiente não se resume em fazer um mero afago ou cumprir um acordo com um correligionário, não! O prefeito tem que brigar com unhas e dentes para colocar alguém de sua inteira confiança naquele cargo que pode lhe proteger em vez de trazer-lhe sérias dificuldades ou perseguições. E é bom o Cascaria abrir os olhos, pois se um vereador adversário assumir a presidência da Câmara pode, com muita facilidade, engessar-lhe o mandato e até abrir comissões processantes contra ele. Não posso medir o envolvimento de Cascaria até agora nessa disputa, mas o grau do interesse do Casca pela disputa de presidente da Câmara de Vereadores medirá o traquejo e o conhecimento de política dele. Se ele não sabe muito coisa de política, então provavelmente dará as costas a guerra pela presidência da Câmara.

Chegaram uns boatos aos meus ouvidos que os cinco vereadores eleitos do Grupo do prefeito Gildásio estão se reunindo rotineiramente. E, fecharam acordo entre eles para não haver traições. Se alguém de lá andou balançando, não balança mais. Os objetivos desses cinco futuros opositores de Cascaria seriam bem simples: seja o quê, como ou o quanto for, tentariam cooptar um vereador da base do Cascaria e com esse voto garantiriam a eleição de presidente, bem como todos os cargos da mesa aos cinco. E a oferta para esse possível vereador dos seis  é para lá de tentadora!

Esse é o Plano “A” e se esse plano, porém, não der certo, há um segundo: eles, os cinco vereadores da futura oposição, procurariam um dos seis vereadores do Cascaria e ofereceriam o cargo de presidente da Câmara de Vereadores a ele, de graça.  Mas não procurariam qualquer vereador. Procurariam um dos vereadores que Cascaria não indicasse para presidente da Câmara. E de lucro, os cinco, desmoralizariam o prefeito eleito logo no começo de seu mandato e, como teriam que formar uma chapa, ficariam, de quebra, com cargos da mesa diretora (1º e 2º secretário, tesoureiro, etc.). Esse é o Plano “B”.

O mais interessante é que se o plano “A” vingar, na Câmara, os vereadores do Cascaria seriam a oposição.

Meu Deus! Meu Deus! A política em Poção de Pedras é pesadíssima!

Os cinco estão unidíssimos nesse proposito. E, acima de tudo, a regra principal, consiste em não votar no candidato do Cascaria. O vereador que o Casca indicar, os cinco da oposição tentarão derrubá-lo com o Plano “A” ou “B” ou com outros planos que vierem à cabeça deles. Não existe crianças entre os cinco vereadores do Gigi. Todo mundo ali é “cobra criada” e sabem o que estão fazendo.

E para quem festejou a vitória do Cascaria com esse entendimento: “o Cascaria é o cara, se elegeu bem e de quebra fez a Câmara!” Epa! Epa! Cascaria só fará a Câmara se eleger o presidente indicado por ele em 1º de janeiro. Até aquele dia, muitas águas passarão debaixo das pontes de Poção de Pedras.

Veja a nova composição da Câmara de Vereadores de Poção de Pedras:

Blocão (seis vereadores do grupo de Jr. Cascaria).


Ângela          Duta  Croá            Valney      Leandro do Leão  Joaquim Filho      Grande

Bloquinho (cinco vereadores do grupo do Gildásio).



Zé Filho            Nilton Croá                  Mano                  Dr. Elias Elói         Adaliza