A propósito, alguém tem visto o prefeito de Pedreiras Totonho Chicote circulando pelas ruas ou repartições municipais da cidade? Eu não! Já não era fácil deparar com o nosso prefeito nas esquinas de Pedreiras e, depois que se acirrou o processo do MP que pede o afastamento dele, acredito que o gestor optou por se afastar do convívio com os seus munícipes. 

Não se ver uma declaração, uma opinião dele publicada em alguma coisa; em verdade, não se observa mais nada do prefeito. O homem parece está recluso, as parcas informações da Prefeitura de Pedreiras se fala de ações da Prefeitura, de uma determinada secretaria, todavia, nenhuma declaração do prefeito Totonho Chicote. Eu tomo esse distanciamento do prefeito de nosso convívio com a abstração que tinha em São Luís. Entre a adolescência e juventude morei em São Luís; apesar de ser a capital do Estado do Maranhão, era acima de tudo uma cidade com prefeito, vereadores, secretários municipais, etc. No entanto, em São Luís nunca víamos o prefeito, da mesma forma que nunca encontrou a governadora Roseana Sarney de bobeira pelas ruas ludovicenses; embora eu, a governadora e o prefeito residimo por anos na mesma cidade. 
Continua...

Interessante que, vivendo na mesma cidade da governadora durante anos, encontrei ela, pela primeira, em um local distante de São Luís, na pequena cidade de Conceição do Lago Açu. Nem lembro o ano, mas recordo que ela estava de visita e chegou arrebatadora em um helicóptero, muito sorridente e receptiva com a população.
  
A capital é diferente de cidades do interior. Em São Luís não conhecíamos pessoalmente o prefeito, o governador, etc. Não temos essa convivência e ninguém se dá conta disso. Nas cidades do interior, acontece o contrário. Somos acostumados a conviver com o prefeito. Ele faz parte da sociedade e está presente nos eventos sociais, comunitários, culturais... Encontramos ele nas quermesses, nos cultos, rodando de carro pela cidade, falando nas TVs e rádios locais, ele está presente nas famosas três festas do ano. Nas cidades pequenas, o prefeito é de longe a figura mais comentada e a voz dele não sai da nossa cabeça. 

Há quase dois anos em Pedreiras, em certo sentido, voltei a sentir o que sentia na capital: prefeito é uma abstração: não existe e como tal, nem faz falta. 

Será isso mesmo?