14ª Delegacia Regional de Pedreiras - MA
No começo da madrugada desta sexta-feira (29), por volta das 1h30, mais uma assalto foi registrado na cidade de Trizidela do Vale (MA). Uma jovem foi vítima de dois assaltantes; segundo as primeiras informações, a vítima chegou a levar panadas de facão e obrigada a entregar o aparelho celular. O fato revoltou moradores. Populares cercaram um adolescente de 15 de idade, acusado de participar do assalto e começaram a fazer justiça com as próprias mãos. “Taca pra 10, ele pegou sozinho”, como diz no popular.

O adolescente suspeito foi salvo de ser morto graças à intervenção da guarnição da polícia militar. Os PMs arrancaram ele do meio da população revoltada. O jovem foi levado muito machucado para o hospital, para ser atendido antes de ser apresentado na Delegacia Regional de Pedreiras.

A mãe do adolescente (nome não divulgado) foi avisada, esteve no hospital e passou mal ao encontrar o filho naquela situação, com o rosto desfigurado de tanta porrada. Ainda na madrugada, ela procurou a Delegacia de Polícia para denunciar a agressão que populares infringiram ao seu filho; ela alega que o adolescente é inocente e promete identificar os autores da barbares, denunciá-los para a juíza Larissa, titular da 3ª Vara de Pedreiras e processá-los.

Depois de passar toda a madrugada no Plantão da Delegacia, chorar muito, a mãe coragem deu um depoimento ao repórter Ribinha da FM Cidade de Pedreiras (Programa Tribuna 101).

“Ele está bastante machucado mesmo; eles bateram muito no rosto do meu filho! Olha, eu vou pedir pra essa pessoa que bateu no meu filho, se pôr no meu lugar, porque essa pessoa que bateu no meu filho, na verdade foram varias pessoas, foi homem, foi mulher e deram chutes, bateram, agrediram... O rosto do meu filho esta bastante machucado!”

“Ele só tem 15 anos, ele não é ladrão, ele tem celular; inclusive as vitimas que bateram no meu filho, ficaram com o celular dele, que ainda hoje eu comprei, lá na Casas Sampaio. O celular não é roubado! Meu filho não tem precisão de roubar, se andava fazendo isso aí, é porque foi incentivado pelos outros... porque meu filho estuda. Meu filho tem 15 anos, já vai fazer o 1º ano. Se ele fosse vagabundo, ele não estudava. Ele vai fazer o 1º ano! Ele estuda e trabalha comigo. Trabalho muito tempo na panificadora.”

“Eu vou identificar quem são as pessoas que bateram no meu filho! Eu vou tirar fotos do meu filho, vou levar pra juíza Dra. Larissa; eu vou mostrar o rosto do meu filho, como foi que ficou, todo ensanguentado.”

“Se não fosse a chegada da policia militar o que teria sido? Agradeço muito ao (Capitão) Tenente Euclides, foi quem salvou ele; os outros policiais que eu não sei o nome, o Cabo André, também tirou, se não fosse a chegada da polícia, eles tinham matado; o Cabo Ricardo também chegou lá junto e pegou o meu filho; se não fosse eles tinham matado meu filho.”

“Pra que isso? Tinha pegado, segurado e chamado a polícia, entendeu? Fazer justiça com as próprias mãos?!!! Até porque, meu filho ia ser morto de laranjada; porque os outros roubaram e saíram correndo; inclusive tem um menor agora que eu acabei de receber uma ligação, tem um menor lá da Rua do Tamarindo que já está saindo, já vai fugir, os pais já estão tirando.”

“O celular que meu filho estava usando ficou com a população; o celular fui eu que comprei, não é roubado! Lá em casa ninguém usa celular roubado, porque eu não aceito! Eu trabalho, ele trabalha junto comigo. O meu filho estuda e lá na rua esta todo mundo revoltado, porque meu filho não é ladrão! Agora a população pegou o meu filho enganado pra matar, Mas todo mundo me conhece, não vou dizer meu nome mas todo mundo me conhece.”

“E eu vou pegar o enderenço de todos que bateram no meu filho e vou levar pra juíza e vou processar todos, porque eu tô aqui pro que der e vier! Se for pra prender meu filho vai ter que prender todo mundo! Porque eles também bateram no meu filho, meu filho só tem 15 anos!”

Ao ser informado o que tinha acontecido com o adolescente, a mãe do segundo jovem, de 16 anos, apontado como envolvido no assalto violento, apresentou o filho na delegacia logo cedo.

O caso está nas mãos da polícia, justiça e promotoria de justiça.

Confusão grande pela frente, por que a mãe do adolescente jura que está pronta para o que der e vier!