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O motorista que assediou uma menina de 17 anos no último final de semana e foi banido da Uber deve ser indiciado pela Polícia Civil por perturbação da tranquilidade. De acordo com a titular da Delegacia da Mulher de Viamão, delegada Marina Dillenburg, o indiciamento ainda pode mudar: “Se aparecerem novas vítimas, por exemplo, ele pode ser indiciado por importunação sexual ou por algum crime contra a honra”, explicou.

Segundo ela, a vítima anexou, durante seu depoimento, imagens de outras jovens que relataram já ter passado por situações similares com o homem. Ele prestou depoimento ontem à tarde e, conforme a delegada, negou as acusações. “Disse que as imagens foram editadas, e que a conversa foi tirada de contexto”. A delegada reiterou que ainda está pendente uma análise da documentação que a Uber encaminhou sobre a conduta do motorista.

O caso ganhou repercussão nacional, pois a jovem gravou o ocorrido e o vídeo viralizou nas redes sociais. A situação ganhou grande alcance, sendo que até a cantora Anitta repercutiu o caso no Twitter, pois recebeu um trecho da entrevista do homem, concedida à Record TV, em que ele fala que a menina vestia um short “tipo Anitta”.

“Ela estava com um short do tipo Anitta, com uma mini blusa, com as pernas abertas no banco, me chamando atenção”, disse o homem. No Twitter, Anitta fala que “acabou de receber” o vídeo onde o motorista que assediou uma passageira menor de idade “tenta justificar o injustificável (seu assédio) dizendo que a menina estava usando um short "tipo Anitta" e sentada numa posição favorável ao assédio”. 

Na sequência, a cantora segue falando sobre o caso. “Nada justifica um assédio. A forma de se vestir, sentar, falar etc não significa qualquer autorização ou pedido ou convite a ser assediada e/ou invadida, abusada, estuprada, etc”. Quanto à menina estar usando um short "tipo Anitta", a cantora disse que, para ela, isso “significa que ela é independente, não tem medo de ser quem ela quer e, acima de tudo, bem inteligente pra denunciar e expor um assediador para que outras meninas não passem pelo mesmo que ela”.



Após a veiculação da reportagem sobre o caso no final da tarde de ontem, com a entrevista do motorista na íntegra, a Record TV RS recebeu diversas manifestações de telespectadores via Whatsapp. Entre elas, inclusive outras mulheres dizendo que sim, o que ocorreu foi assédio. Outras pessoas disseram que era um absurdo o homem ter dito que “a culpa era da menina”. A Polícia Civil pede que outras mulheres que tenham passado por situações semelhantes entrem em contato com a Delegacia da Mulher.



Fonte - Correio do Povo
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1 Comentários

  1. Vai cantar tua mãe filho de uma egua. Se fosse filha dele será se ele acharia bom?

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