Após a Justiça do Maranhão conceder liberdade condicional aos cinco policiais militares investigados no caso do assassinato do comerciante Marcos Santos, os envolvidos já estão em suas residências no município de Bacabal.

A ordem de soltura dos PM's saiu no último domingo (21) e, durante a terça-feira (23), eles já saíram do presídio do Comando Geral da Polícia Militar, localizado na capital.

O tenente Francisco Almeida Pinho, os cabos Rogério Costa Lima, Marcelino Henrique Santos e Robson Santos de Oliveira, além do sargento Gilberto Custódio dos Santos, estavam presos alguns dias depois após o crime e agora estão em liberdade condicional. 

Através da decisão, o juiz impôs medidas cautelares aos PM's. Dentre elas estão o comparecimento todo mês ao Fórum de Justiça, proibição de se ausentar por mais de oito dias de casa sem informar o endereço que possa ser encontrado pela Justiça, proibição de acesso ao 15º Batalhão da Polícia Militar de Bacabal e a outras dependências militares. Eles também estão proibidos de manterem contato com as testemunhas e vítimas do processo, não podem sair de casa depois das 19h, estão afastados das funções de policiais militares, o porte arma deles também foi suspenso e eles vão ser monitorados por meio de tornozeleiras eletrônicas.

A vítima: Marquinhos

Relembre o caso

Os policiais militares foram presos alguns dias depois do crime. Imagens de câmeras de segurança mostraram eles levando, no dia 1º de fevereiro de 2021, o comerciante Marquinhos para um carro. O corpo dele foi encontrado no dia seguinte por familiares no povoado Fazenda Cancelar, em São Luís Gonzaga do Maranhão, com marcas de tiro e sinais de violência.

As denúncias contra os PMs foram reforçadas depois que o lavrador José de Ribamar Neves Leitão procurou a polícia para contar que também foi levado pelos policiais. Ele disse que foi sequestrado pelo sargento Custódio e que foi torturado, e que só não morreu porque conseguiu escapar e saiu correndo.

Segundo ele, a arma do policial acabou falhando na ocasião, o que possibilitou sua fuga. Ribamar passou três dias escondido no mato até que conseguiu chegar aos parentes e procurou a polícia para contar a história.